Saúde Legal

Sono ruim pode estar ligado a uso de smartphones e tablets à noite

Pesquisa apontou insônia e sentir-se mais cansado na manhã seguinte.
por Jeferson Machado
19/01/2015 11:46h

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard realizou um estudo com 12 voluntários, por duas semanas em um laboratório. Eles passaram cinco dias lendo livros em papel e outros cinco dias lendo em um tablet.

Os resultados apontaram que nas noites em que leram em dispositivos eletrônicos, ficaram mais cansados na manhã seguinte. Isso porque os leitores levaram mais tempo para adormecer e relataram terem tido uma noite sono de qualidade ruim.

A explicação se dá por conta da luz emitida pelos dispositivos eletrônicos e que acabam atrapalhando o nosso relógio biológico. O nosso corpo é preparado para se guiar pela luz e diferenciar se é dia ou noite. Porém, ao se deparar com a luz azul emitida por smartphones, tablets, alguns aparelhos de LED e outros eletrônicos, o corpo acaba entendendo que ainda é dia. Assim, ocorre uma desaceleração ou até mesmo uma pausa na produção da melatonina, um dos hormônios que regula o sono.

Na pesquisa realizada acima pela Harvard, foram coletados exames de sangue periódicos dos leitores. E todos demonstraram que a produção de melatonina era menor nas noites em que os voluntários liam através do tablet, comprovando a teoria.

Sono ruim pode estar ligado a uso de smartphones e tablets à noiteProdução de hormônio que regula o sono sofre interferência da luz de dispositivos

É importante alertar para os perigos da má qualidade do sono. Sonos irregulares estão ligados ao aumento no risco de doenças cardiovasculares, doenças metabólicas - como diabetes, obesidade e câncer.

Portanto, a recomendação é bastante simples. Deve-se reduzir o uso de dispositivos que emitem a luz à noite, principalmente antes de dormir. A medida se torna um pouco mais difícil entre os adolescentes, que costumam ficar até tarde em seus smartphones e tablets, o que pode prejudicar no seu rendimento escolar, já que acordam cedo para estudar. É claro que nem todos sentem os impactos acima, mas caso haja uma coincidência, não custa nada tentar.

Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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