Saúde Legal

Masturbação em excesso pode causar impotência ou diminuição do desejo sexual?

Pesquisa mostra a frequência como homens e mulheres se masturbam no Brasil.
por Jeferson Machado
05/02/2015 11:46h

É comum as pessoas questionarem se a masturbação faz bem ou mal ao organismo. Perguntas na internet como quantas vezes pode se masturbar por dia, se interfere no desejo sexual, se causa impotência, diminui a quantidade de esperma ou modifica a anatomia da vagina, são um tanto comuns. Sem contar nos mitos, como pelo na mão, ficar cego ou dar espinhas, mas acho que hoje em dia, com tanta informação disponível, ninguém seria tão bobo para acreditar nessas lendas.

Primeiro vamos quebrar logo um conceito de cara: masturbação não é exclusividade masculina. Segundo dados do Prosex-USP, apenas 40% das mulheres brasileiras nunca se masturbaram. Dentre as mulheres de 18 a 24 anos, 28% se masturbam algumas vezes no ano ou mensalmente, 24% semanalmente, 7% 2-3 vezes por semana e 3% mais de quatro vezes por semana. Já os homens de 18 a 24 anos, praticam o ato com um pouco mais de frequência. Veja os dados abaixo:

Pesquisa mostra a frequência como homens e mulheres se masturbam no Brasil.

Já no Reino Unido, os números são bem diferentes, e 67% das mulheres dão prazer a si mesma pelo menos três vezes por semana. Mas isso não significa dizer que há um número exato ou limite a ser seguido, e nem que quem não realiza o ato é alguém considerado anormal. Do ponto de vista fisiológico, a masturbação é algo natural e que faz parte do desenvolvimento sexual e não traz nenhum malefício à saúde.

E em excesso, há algum problema? Não do ponto de vista fisiológico, mas sim do ponto de vista social. Em alguns casos a masturbação acaba diminuindo ou até eliminando a vida social. Mas quanto a problemas de ereção ou diminuição no desejo sexual, isso ainda não há nenhuma evidência científica que comprove. No máximo o que poderá ocorrer é que a região fique dolorida por conta do excesso de atrito, tanto no pênis como na vagina.

Impotência ou diminuição no desejo sexual podem estar ligados a inúmeros fatores tais como: ansiedade, depressão, pânico, diabetes, hipertensão e tantos outros problemas que podem influenciar, mas a masturbação, como causa do problema fisiológico em si, definitivamente não.

Outro ponto importante é o impacto psicológico do excesso de prazer solitário. A masturbação compulsiva pode levar o indivíduo a se sentir muito satisfeito sexualmente e não sentir vontade de ir atrás do sexo com uma companhia, afinal a mente entende que ele mesmo pode resolver sozinho a sua necessidade e não necessita de mais ninguém.

É importante alertar para o uso de aparelhos e acessórios. Mantê-los totalmente limpos impede que infecções apareçam. Cuidado também com o excesso de criatividade e improvisação, para não acabar parando no hospital com algo "entalado" ou causar algum ferimento.

Atenção garotas virgens! Masturbação não tira a virgindade, desde que a vagina não seja penetrada com objetos ou então com o dedo muito profundamente e sob forte pressão.

O tema é bastante amplo e até divertido, mas o importante é que a sexualidade seja tratada com muita responsabilidade. Cuide do seu corpo e da sua mente. Em caso de problemas o médico ginecologista e urologista irão avaliar se há algo de errado no organismo. Excluída a possibilidade de causa física, o profissional psicólogo e o sexólogo serão a solução.

Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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