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Saiba quando um corrimento vaginal pode indicar um problema

Cheiro, cor, idade e outros aspectos ajudam a diferenciar as secreções
por Saúde Legal
23/03/2015 21:20h

Toda mulher apresenta secreção vaginal, mais conhecida pelo termo corrimento vaginal, que varia de intensidade de pessoa para pessoa e de acordo com a fase da sua vida. As mulheres após a menopausa ou as garotas que ainda não menstruaram tendem a ter um menor fluxo desse líquido, por conta da baixa quantidade de hormônios estrogênios no corpo. Já as gestantes, mulheres no período fértil, mulheres durante o uso de anticoncepcional ou em estado de excitação sexual, o fluxo dessa secreção tende a ser bem maior.

Esse líquido expelido pela vagina pode ser apenas um muco natural, resultado da descamação de células da pele da vagina e do colo de útero. Contudo, em alguns casos o corrimento vaginal pode indicar alguma problema maior.

O primeiro ponto a ser observado é o cheiro. Cada pessoa tem o seu cheiro característico e natural. E cada um sabe reconhecer o seu cheiro. Uma secreção normal pode vir acompanhada do seu cheiro característico, porém em algumas situações esse cheiro pode mudar e incomodar a mulher, e normalmente acompanhado de coceira. É aí onde reside a diferença entre uma secreção normal de uma problemática. Uma secreção que gera desconforto na própria mulher pode ser indicativo de algo errado na saúde íntima. Algumas relatam que o odor se assemelha a peixe podre.

Outro fator importante é a coloração do líquido. Em boa parte do tempo ela é transparente ou levemente esbranquiçada, semelhante a uma clara de ovo, mas que pode variar de acordo com o período do ciclo menstrual. Em algumas fases, a secreção pode apresentar-se levemente amarelada ou com um branco um pouco mais forte.

Saiba quando um corrimento vaginal pode indicar um problemaCoceira, odor semelhante a peixe podre e coloração amarelada podem ser indicativo de algum problema

As infecções que causam uma secreção problemática decorrem em sua maioria de bactérias, fungos ou protozoários. Uma das maiores causas de corrimento vaginal são as DST´s (doenças sexualmente transmissíveis), principalmente a candidíase vaginal, clamídia e gonorreia. O esquecimento de absorventes internos e preservativos no interior da vagina também são grandes fatores para o aparecimento do problema. Além disso, podem ser citados a falta de higiene íntima, segurar a urina por muito tempo e o uso de absorventes diariamente.

Quanto ao último fator citado este merece uma atenção em especial. Por se incomodarem com a secreção vaginal, algumas mulheres utilizam o absorvente diariamente, sem interrupções. Tal comportamento é totalmente contraindicado, pois eles aumentam a transpiração e a temperatura do local, ou seja, torna o ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias, aumentando as chances de se contrair uma infecção. Mas se a secreção incomoda realmente a mulher, ela pode trocar várias vezes por dia de roupa íntima, ao invés de utilizar o os protetores diários. Vale lembrar que a mulher não deve permanecer mais do que seis horas com o mesmo protetor. Sempre que for trocar de absorvente, deve-se higienizar o local com água e sabonete neutro, ou íntimo.

A higiene local diária com sabonetes íntimos e água morna é uma das principais medidas no controle do fluxo da secreções vaginais. Outra dica também é utilizar roupas íntimas que não dificultem a transpiração, como calcinha de algodão. O uso de tecidos sintéticos e a lavagem com buchas também devem ser evitados.

Se o corrimento vaginal não se enquadrar nos quesitos normais acima, e se apresentar com algumas das características abaixo, o ginecologista deve ser procurado:- cheiro que incomoda e diferente de como sempre se apresentou, principalmente após relação sexual e no final do ciclo menstrual. Algumas mulheres relatam que odor se assemelha a peixe podre;- aumento em demasiado de volume da secreção;- coloração com aspecto bastante amarelado, tipo pus, ou esverdeado e até acinzentado ou marrom;- coceira na região da vagina.

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Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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