Saúde Legal

Os benefícios de beber água em jejum

Terapia da água é praticada na medicina oriental há séculos.
por Jeferson Machado
29/10/2015 21:55h

Que é necessário beber, no mínimo, dois litros de água por dia, isso já não é novidade pra ninguém. Que a água constitui 75% do nosso corpo, também. Mas os especialistas apontam agora para a importância do consumo de água em jejum.

De acordo com a definição do Instituto Europeu de Hidratação (european hydration institute - IEH), a água é o solvente que permite muitas das reações químicas vitais do organismo, ajudando a manter as funções corporais. Estar bem hidratado auxilia na manutenção da saúde, ao eliminar toxinas, prevenindo doenças, mantendo o funcionamento correto dos músculos, articulações, cérebro, rins, sistema digestivo, pele e tantas outras funções e órgãos do corpo humano.

A prática do consumo de água em jejum é realizada há bastante tempo na medicina oriental, desde o século XVII. De acordo com os japoneses, a "Terapia da água", como é conhecida no Japão, ajuda na prevenção de doenças, entre elas, problemas cardíacos. A terapia consiste em beber 2 a 4 copos de água de estômago vazio e antes de escovar os dentes. Somente 30-45 minutos depois é que se pode beber e comer naturalmente. A água deve estar na temperatura ambiente ou levemente morna, preferivelmente. E não deve conter flúor ou outros químicos.

Os japoneses chamam essa prática de cura caseira que alivia a dor muscular, contribui para a eliminação da acne, previne a obesidade, interfere em problemas renais, combate vômitos e diarreia, e influencia, inclusive, na regularização dos ciclos menstruais. Na sociedade médica japonesa, ainda nos dias atuais, a água é considerada responsável pela cura das seguintes doenças: dores de cabeça, cicatrização de feridas e lesões, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarreia, diabetes, hemorroidas, doenças oculares, constipação, inflamações do útero, câncer, distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta. Enfim, a água é o elemento essencial à vida.

E a terapia com água não é exclusiva da medicina oriental. Na Grécia antiga, Hipócrates, o "pai da medicina", costumava indicar a ingestão de água para cura de várias doenças.

Os benefícios de beber água em jejumTerapia da àgua é praticada há seculos na medicina oriental.

Ao tomar pelo menos um copo de água em jejum você ativa a eliminação de toxinas que não são desejadas em nosso organismo. Durante a noite nosso corpo trabalha fazendo uma espécie de "limpeza interna" e a ingestão de água, logo cedo, irá auxiliar na eliminação do produto indesejado dessas ações, a exemplo das toxinas, através da urina. Além disso, ela irá hidratar nossos órgãos vitais ativando o seu funcionamento, como o sistema digestivo e intestinal. Estudos afirmam que beber água em jejum ajuda a diminuir o nível de acidez no estômago, algo benéfico para quem sofre de gastrite. O líquido também ajuda a despertar e passar o sono que nos atinge nas primeiras horas da manhã.

Confira a recomendação da Terapia da Água pela Japanese Medical Society:1. Pela manhã e antes de escovar os dentes, beber 4 copos de água com 160ml. 2. Lavar e limpar a boca, mas não comer ou beber nada durante 45 minutos; comer e beber normalmente só depois desse período. 3. Após os 15 minutos do lanche, almoço e jantar, não se deve comer ou beber nada durante as próximas 2 horas. 4. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 4 copos de água, no início podem começar por tomar um copo e aumentar gradualmente a quantidade para 4 copos por dia.

Vale lembrar que estamos falando na ingestão de água. Refrigerantes, outras bebidas gasosas, bebidas alcoólicas e demais industrializadas não contam na terapia.

Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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