Saúde Legal

Confira os cuidados que as grávidas e lactantes devem ter com o zika

Zika vírus tem relação com casos microcefalia. Em Sergipe já foram registrados 100 casos da má formação.
por Jeferson Machado
05/12/2015 17:27h

Após a confirmação de relação entre os casos de microcefalia e o vírus zika, muitas gestantes e lactantes (mulher que amamenta) passaram a ficar em estado de alerta e pânico. Em Sergipe, 100 casos de microcefalia foram confirmados até o momento, em 32 cidades, podendo ter ou não o zika vírus como determinante da deficiência.

Primeiro, vamos às lactantes. Apesar de serem encontradas partículas do zika vírus no leite materno, ainda não está claro se existe a transmissão para o bebê do mesmo, bem como ainda não fora identificado nenhum bebê que tenha sido infectado pelo zika vírus através do leite. Como o leite materno é rico em benefícios e essencial para a formação da criança, o recomendado é que a mãe amamente, mesmo em áreas de risco para a doença.

GestantesDurante essa semana, os órgãos e autoridades sanitárias confirmaram a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia. Até então, o risco era apenas nos primeiros meses de gestação, porém foi comprovado que o vírus pode ser transmitido durante todo o período da gravidez.

O primeiro cuidado a ser tomado pela gestante é evitar locais onde há grandes epidemias de dengue e do zika. Tomando como exemplo a cidade de Itabaiana/Sergipe, é possível perceber que alguns bairros concentram muito mais casos do que outros. Isso porque o vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti, pode estar mais concentrado em algumas regiões do que em outras. Evitar viajar para regiões onde há mais casos de zika e dengue também é essencial.

Outro cuidado é manter as práticas de prevenção contra o mosquito aedes em sua residência e áreas próximas (quando possível), tais como os focos de água parada. Coloque areia nos pratos de plantas, troque frequentemente a vasilha de água dos animais, não acumule lixo, tampe a caixa d´água e evite acumular água no cano, lixo, calha e outros recipientes abertos.

O uso de repelentes está liberado para as grávidas. Porém, nem todos são totalmente inofensivos ao feto, haja visto que a pele também é um meio de absorção de substâncias químicas do organismo, e que essas substâncias podem chegar ao bebê através do sangue. Por via de regra, dê preferência aos repelentes indicados para crianças e bebês, principalmente os que possua como base as substâncias: Icaridina (ou Picaridina ou KBR 3023), dietiltoluamida (DEET) e o IR3535 (Butilacetilaminopropionato de etila). Basta associar a ideia, um repelente para criança e bebê, se utilizado pela mãe, não faria mal algum ao próprio bebê, já que foi feito pra ele mesmo.

É importante renovar o repelente (creme ou spray) a cada seis horas. Caso utilize protetor solar ou maquiagem, o repelente deve ser o último a ser aplicado. Outra dica crucial para os repelentes é que a região em que deve ser mais dada a atenção na aplicação são as pernas. Pois, o mosquito voa a uma altitude média de 50 cm do chão, atingindo no máximo 1,20 m de altura. Assim, saias e vestidos são um presente para os transmissores e devem ser evitadas.

Confira os cuidados que as grávidas e lactantes devem ter com o zikaRoupas, cores, tecidos e cheiro também influenciam na atração e exposição ao mosquito.

Em casa, utilize os repelentes naturais ou industrializados que sejam específicos e seguros contra o mosquito da dengue. Produtos à base de citronela têm se mostrados eficazes no combate ao transmissor da doença.

No dia a dia, utilize roupas claras, e com mangas longas e calças. Os mosquitos geralmente são atraídos por cores escuras. Além disso, roupas de tecidos leves, como o algodão absorvem melhor o repelente. Portanto, dê preferência às roupas leves e aplique o spray sobre elas após vestir-se.

Além das roupas e cores, o cheiro também é um fator de atração para o mosquito. Aromas doces e florais, principalmente os aromas de frutas adocicados tendem a atraí-los. Uma forma de prevenção contra os mesmos é valer-se de produtos sem cheiro ou com fragrâncias que os afastem, como lavanda, citronela, capim-limão ou cravo.

Por último, fica a dica do velho e bom mosqueteiro da vovó. Os mosquiteiros também são ótimos para serem instalados na cama das grávidas e também nos berços. Caso seja possível, aplique telas mosqueteiras nas janelas e portas, para evitar a entrada dos invasores indesejados.

Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

Gostou? Compartilhe:

Veja Também
Comentários