Saúde Legal

Cientistas preveem surto maior de chikungunya no primeiro trimestre de 2016

Sintomas da doença podem durar até cinco anos.
por Jeferson Machado
12/01/2016 19:50h

De janeiro a abril a população do mosquito Aedes aegypti atinge o seu pico. Sabendo-se que esse mosquito é o transmissor da dengue, zika e chikungunya, as autoridades de saúde estão em alerta para um possível aumento massivo no surto dessas doenças.

Cientistas preveem surto maior de chikungunya no primeiro trimestre de 2016De acordo com especialistas, os sintomas da chikungunya apresentam-se em três fases, onde em todas o indivíduo infectado apresenta dores nas articulações. Em casos de tratamentos não adequados, alguns dos sintomas podem persistir por até cinco anos.

A primeira fase da chikungunya dura em torno de três a dez dias, com sintomas como febre alta e dores nas articulações, principalmente mãos, punhos, tornozelos e joelhos. Mesmo em casos de tratamentos adequados, a fase subaguda, conhecida como segunda fase, pode durar até dois meses com a presença das dores e inchaços. Já a terceira, e última fase, é bastante variável e depende do tratamento utilizado e da resposta do organismo. Pode se não sentir nada após a primeira e/ou segunda fase, bem como sentir dores nas articulações por até cinco anos. Por isso é importante aderir ao tratamento recomendado e não praticar a automedicação.

Vale atentar para a informação acima. Em alguns indivíduos tem se observada a prática da automedicação, o que pode acabar resultando em uma cura apenas parcial da doença, com a possibilidade de uma recaída com sintomas bem mais intensos. Há também o risco das "injeções milagrosas", indicadas em farmácias por profissionais não habilitados, as quais também podem oferecer não só risco ao paciente, como também uma cura incompleta, com a possibilidade de retorno da doença ou persistência dos sintomas por anos.

Ao observar qualquer um dos sintomas: febre, coceira, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e articulações e/ou manchas vermelhas na pele, vá imediatamente a uma unidade de saúde. Caso já tenha sido diagnosticado e apresente dor abdominal ou vômito, retorne imediatamente à unidade de saúde. Obedeça e siga ao tratamento recomendado pelo médico e não pratique a automedicação.

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Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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