Política

Prefeito de Frei Paulo concede entrevista ping-pong ao Jornal da Cidade

José Arinaldo de Oliveira filho, DEM, é prefeito de Frei Paulo, no agreste sergipano.
por Redação do Portal Itnet
01/02/2016 16:52h
Atualizado em 01/02/2016 17:00h

José Arinaldo de Oliveira filho, DEM, é prefeito de Frei Paulo, no agreste sergipano, em último ano de mandato reeleito. Mas se chamá-lo em Sergipe de “senhor Brasília” muitos saberão, de imediato, de quem se trata. o apelido vem, acertada e positivamente, das muitas idas e vindas que ele faz à capital do país, sempre com um feixe de projetos debaixo do braço, em busca de obras para a cidade. 

 

Jornal da Cidade: O senhor é tido comum um dos prefeitos mais bem avaliados de Sergipe, no sentido da operosidade da gestão. Existe um segredo específico para isso? Arinaldo Filho - Eu diria que existem projetos, planejamentos e determinação para isso. Não creio que se possa ser um bom gestor, nas esferas pública e particular - e eu tenho dificuldade de separar uma da outra, no aspecto do zelo -, se não se tiver olho bom e desejo profundo de realizar. Desde que assumimos a administração de Frei Paulo em 1º de janeiro de 2009, tínhamos um projeto bem-concebido em favor da cidade. 

  JC: E que projeto era esse?

AF - Sempre disse aos meus amigos de Frei Paulo e das demais regiões de Sergipe que cheguei com uma carga muito grande sobre os meus ombros, que foi a de assumir a gestão de uma cidade na qual meu pai, José Arinaldo de Oliveira, havia sido o maior prefeito da história - e isso não é conversa de filho grato. Os fatos atestam. Meu pai foi por seis anos, naquele mandatão de 1983 a 1989, e não há exagero em se afirmar que há uma Frei Paulo antes e uma outra depois dele. É um homem da iniciativa privada, cheio de valores éticos, e que transformou Frei Paulo literalmente. Cheguei sob o peso dessa obrigação: além de ele ter sido o maior gestor, trago comigo, pessoalmente, o nome dele. Era muita responsabilidade que eu tinha, e não podia fugir - até porque, como muito orgulho e gratidão, carrego comigo o DNA dos acertos dele. Ao lado disso tudo, sabia das dificuldades que como prefeito de oposição eu iria encontrar. 

JC: Quais tipos de dificuldades?

AF - Naquele  2009 eu tinha um govenador, Marcelo Déda, e um presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, adversários, o auge do Governo do PT. O que fiz? Fui previdente, e me preocupei de, mesmo antes de assumir, já firmar parceria de contrato com um dos melhores arquitetos do Estado, o Eduardo Carlomagno, autor de grandes projetos de Aracaju, e contratei um escritório de projetos executivos, para obras grandes. O que pensei? Dificuldades a gente enfrenta com planejamento, projetos e determinação.   JC: Isso foi pensando em cavar recursos diretamente em Brasília? AF – Sem dúvida. Nosso Governo chegou nestes sete anos com projetos bons nas áreas técnicas dos Ministérios e em quase tudo - senão em tudo - que levamos logramos êxito. Para se ter sucesso em projetos em Brasília é preciso antes um parecer técnico dos Ministérios. Não adianta chegar lá com a cabeça cheia de boas intenções e as mãos vazias de projetos. Tem que ter projetos bons.   JC:  O que o senhor está dizendo é que é impossível ser um bom prefeito sem bons projetos e boa assessoria técnica. AF - Sem rodeios, é isso. Só será um bom prefeito se tiver assessoria técnica competente, responsável e engajada com os compromissos do gestor e com as carências do município. Me agrada muito essa ideia que se repassa em Sergipe de que sou o prefeito que mais frequenta Brasília e seus órgãos técnicos - ministérios e diretorias de empresas públicas federais. Que frequentou e que tem resultados bons. Positivos. Mas isso não aconteceria se eu não tivesse alguém na minha retaguarda materializando aquilo que eu e a comunidade pensamos e necessitamos.   JC: Então essas idas a Brasília deram retorno nestes sete anos. AF - Pelos nossos cálculos, terminaremos os oito anos de gestão com mais de 250 obras realizadas. Eu tenho ruas pavimentadas de 1.500 metros quadrados a 2 mil metros quadrados. Isso, por si só, representa uma grande obra. E aqui o dado surpreendente: de todos os projetos obtidos, devo ter aí umas 150 ruas calçadas. Estimo que nestes sete anos de gestão tenhamos calçados algo acima de 200 mil metros quadrados. O que é isso? Significa que nos seus 90 anos de existência anteriores, até a nossa gestão, Frei Paulo fez 80 mil metros quadrados de calçamento. Dá para entender o peso de planejamento, de projetos e da determinação? Confesso que eu mesmo não esperava os tantos recursos que obtive para além daqueles naturais que entraram no município, como o FPM, que servem às rotinas dos serviços e dos salários dos servidores.   JC:  Qual a diferença entre Frei Paulo e os demais municípios neste terreno? AF - Eu não sei especificar o desempenho dos outros colegas, nem me cabe, mas posso garantir que Frei Paulo é o município do Estado que mais capacitou recursos através de emendas do Orçamento Geral da União, que são as individuais. E por que isso? Porque tenho acesso aos 11 representantes do Estado no Congresso. Todos eles são extremamente solidários a mim e aos pleitos da cidade. Nunca tive dificuldade com deputado do PT, do PMDB, de nenhum partido. Sou um demista, tenho uma ligação com o ex-governador e prefeito de Aracaju, João Alves, mas sei separar as coisas. Sempre fui bem recebido pelos ministros do Governo do PT. E digo aqui: a muitos deles eu vou sozinho. Poucos sabem, mas já fui recebido pela presidente Dilma Rousseff quatro vezes.   JC: Mas as obras ficam só no campo das pavimentações de rua? AF – Não. Nestes sete anos, conseguimos quadras de esportes, mercado moderno de carne, mercado de cereais, matadouro municipal, estádio de futebol e campos nos povoados. Só para o ano de 2016, iniciando agora, temos novas obras no valor de cerca de R$ 15 milhões, e todas significativas para a cidade e a comunidade.   JC: Estas obras são definidas pelo gestor e sua equipe técnica, ou se ouve as comunidades? AF - Nós ouvimos e captamos os anseios da comunidade. Converso, vou aos povoados, todas as semanas visito as obras. Na sede e nos povoados Alagadiço e Mocambo, fizemos duas escolas informatizadas, com aluno tendo acesso a internet.   

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