Saúde Legal

Ter um animal de estimação faz bem à saúde

Bastam 20 minutos diários de interação diária para um tratamento natural contra a tristeza
por Jeferson Machado
04/02/2016 15:14h

De acordo com a Associação Americana do Coração (AHA, em inglês), ter um animal de estimação reduz as chances de sofrer um infarto, principalmente quando o animal é um cachorro. Isso porque o cão tende a deixar as pessoas menos sedentárias, ao estimular atividades como brincar e passear com ele.

Levando-se em conta que uma pessoa passe, em média, meia hora por dia, cinco vezes por semana, em atividade com o seu "amigo de quatro patas", as chances de se atingir um nível recomendado e saudável de exercícios vai para 70% da meta, algo bastante significativo para driblar os riscos de problemas cardiovasculares como infarto, colesterol alto e hipertensão.

Em um estudo realizado na Austrália com 5741 participantes, foram detectados que os donos de animais apresentam níveis de pressão arterial e gordura no sangue significativamente mais baixos dos que os indivíduos sem animais em casa.

E não se trata apenas de problemas cardiovasculares. A presença do bicho de estimação (cachorro, gato, papagaio, periquito...) traz também outros benefícios como redução da tristeza, ansiedade, estresse e tensão, por afastar a solidão através da convivência e troca de carinho. Ainda de acordo com as pesquisas e achados da AHA, 20 minutos diários de interação com o animal já é o suficiente para desencadear uma série de neurotransmissores e hormônios ligados ao prazer, bem-estar, afeto e antidepressivos naturais, tais como a dopamina, ocitocina, feniletilamina e endorfinas.

Além de dar carinho, divertir, acalmar e fazer companhia, os bichos de estimação podem desempenhar um papel ainda mais nobre, ajudando nas perdas pessoais, por exemplo. Estudos feitos com pessoas que perderam seus cônjuges mostram que os donos de animais estão menos propensos à depressão e à sensação de isolamento.

Portal Itnet: Ter um animal de estimação faz bem à saúdeAté o próprio autor da matéria já fora um tanto relutante com o fato de ter animal em casa. Algo que mudou totalmente com a chegada de "Sushi".

O último achado a respeito do assunto aponta também para o sistema de defesa. Antes, acreditava-se que a presença de cães e gatos causavam impactos negativos na imunidade, principalmente na infância. Hoje, sabe-se que esses animais não elevam os riscos de alergias e podem ajudar a proteger as crianças de pequenas infecções, ao estimular que a imunidade delas se desenvolva mais precocemente.

No Estados Unidos existem mais de dois mil programas chamados PAT (Pet is a Terapy), que levam animais para visitar doentes, pessoas desamparadas, crianças com doenças crônicas e idosos. No Brasil, também já existem alguns desses programas nas grandes capitais, inclusive alguns hospitais e centros de saúde possuem animais em suas unidades e como método de tratamento de seus pacientes, a exemplo da equoterapia. É um método terapêutico que utiliza o cavalo com atividades desde o passeio até escovações, e que tem sido eficaz no tratamento auxiliar para adultos em recuperação e crianças com deficiência mental.

Vale lembrar que não basta apenas ter o animal em casa para se colher os benefícios da convivência acima. Assim como o ser humano, os animais requerem cuidados especiais para estarem bem e proporcionar o bem. Atenção para sua alimentação, higiene, vacinas e consultas ao veterinário (pelo menos a cada seis meses) fazem parte do mínimo de cuidados básicos para o seu companheiro da alegria.

Jeferson Machado Santos.CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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