Veículos

Álcool, carnaval e direção: combinação perigosa para o trânsito

Mesmo pequenas quantidades afetam a habilidade de direção dos motoristas: perigos como reações mais lentas do que o normal e a falta de noção quanto à velocidade do próprio carro e de outros veículos podem ser causas de acidentes fatais.
por Redação do Portal Itnet
08/02/2016 18:07h

Bebidas alcoólicas trazem prejuízo também em longo prazo. Se você esteve bebendo em níveis alcoólatras (cinco doses ou mais praticamente todo dia da semana por um mês), só vai recobrar suas funções cerebrais normais após meses.

O uso nocivo de álcool é um dos fatores de risco de maior impacto para a morbidade, mortalidade e incapacidades, estando relacionado a cerca de 3,3 milhões de mortes a cada ano em todo o mundo. Dentre os prejuízos sociais associados, os acidentes de trânsito são um problema de preocupação mundial que acarretam um número excessivo de mortes e prejuízos por ano. Ainda, a população mais exposta ao risco de acidentes fatais no trânsito é paradoxalmente composta por aqueles que representam em grande parte o futuro da nação: os jovens.

De acordo com o Relatório Global sobre Álcool e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% das mortes decorrentes de acidentes de trânsito no mundo foram atribuídas ao álcool em 2012. Ainda, conforme destacado na tabela 1, estima-se que 18% e 5,2% dos acidentes de trânsito entre homens e mulheres, respectivamente, no Brasil foram causados pelo uso de bebidas alcoólicas.

Durante o carnaval pode ser observado os efeitos nocivos do álcool quando ingerido de forma abusiva ou inadequada. Dependendo das condições da pessoa, da dose e da freqüência com que o álcool é usado, pode trazer desde pequenos desconfortos no dia seguinte - ressaca, até situações clínicas graves, como intoxicação alcoólica, gastrite hemorrágica, hepatite alcoólica, etc., além das várias possibilidades de acidentes.     Para minimizar estes efeitos, além de não abusar da dose de álcool, recomenda-se:

  • alimentar-se sempre antes de 
  • ingerir de dois a três litros de líquidos como água, sucos, chás, etc., por dia;
  • evitar o uso concomitante de analgésicos disfarçados de "digestivos", como "sais de frutas", pois alguns deles possuem ácido acetil salicílico, que agride a mucosa gástrica.

 

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