Sete pessoas são presas por estelionato em Itabaiana (SE)

Associação criminosa era composta por seis mulheres e um homem. Todos estão à disposição da justiça na Delegacia Regional serrana.
por Redação do Portal Itnet
04/03/2016 12:21h
Atualizado em 04/03/2016 12:34h

Por Iane Gois

Nesse momento prestam depoimento na Delegacia Regional de Itabaiana (SE) sete pessoas suspeitas de compor associação criminosa com especialidade na prática de crimes de estelionato. De acordo com informações repassadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSPSE), a quadrilha é acusada de aplicar golpe em uma loja de móveis na cidade serrana.

Ainda conforme os dados repassados, um homem e seis mulheres fraudavam documentos de renda e de local de trabalho para obter financiamentos no estabelecimento comercial. Identificados como Carla Tamires Silva Menezes, Tamara Naiara Silva Menezes, Cleane de Mecenas Silva, Osmanir Bispo de Oliveira, Maria Aparecida de Carvalho Barros, Luciana de Carvalho Barros e Maria José Mendonça Lima, os presos se encontram nesse momento com a delegada de polícia Lauana Guedes, que conduziu as investigações.

Segundo a delegada, denúncias levaram à desarticulação dos criminosos, que agiam separados e por etapa. "Eles se dividiram em funções, ou seja, alguns foram à loja de móveis com documentos falsos e passavam para as vendedoras os supostos dados do trabalho e de rendimento. Quando as vendedoras ligavam para as empresas onde eles trabalhavam para verificar os dados fornecidos, outro componente do grupo atendia e confirmava as informações, levando a loja a liberar crédito para os supostos clientes", disse a delegada.

O prejuízo avaliado em R$ 68 mil, conforme Guedes, foi decorrente da habilidade dos acusados, vez que utilizavam documentos verdadeiros de outros membros da quadrilha para conseguir o crédito, mediante assinatura falsa, bem como da boa fé do proprietário do comércio, que vendeu confiando, realidade típica do interior.

O GOLPE

Os falsários efetuaram a compra em dezembro de 2015, dividiram o valor total em 12 parcelas, receberam a compra um dia após a aquisição, mas no dia do vencimento da primeira prestação o empresário desconfiou que tinha sido vítima de um golpe.

"Ele, então, passou a ligar para as supostas empresas onde os clientes trabalhavam e acabou descobrindo que não existia ninguém com aqueles nomes nas citadas empresas. Ele foi, inclusive, aos endereços de entrega dos produtos, mas os falsários já haviam mudado", disse Lauane.

Com a prisão, a polícia recuperou todos os produtos frutos da ação criminosa. Ainda não foram liberadas fotos dos presos.

*Com informações da SSPSE

 

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