Ato Unificado marcará 8 de março em SE

Durante a manifestação, em Aracaju (SE), serão protocolados documentos reivindicativos na Alese, CMAJU e TJSE.
por Redação do Portal Itnet
07/03/2016 11:43h
Atualizado em 07/03/2016 11:46h

Mobilização marcará luta pelos direitos das mulheres

Imagem: Divulgação

Por Iane Gois

Neste 8 de março de 2016 cerca de 1,4 mil mulheres sergipanas estarão reunidas em um Ato Unificado, com uma manifestação conjunta de diversas entidades de defesa dos direitos da mulher com atuação no Estado. A mobilização, que terá como lema ‘A luta pelos direitos e pela vida', está prevista para acontecer a partir das 9 horas, na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju (SE), devendo se estender até o meio dia.

Em meio ao Ato, serão entregues na Assembleia Legislativa (Alese), no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e na Câmara de Vereadores (CMAJU) documento reivindicativo, ao tempo em que lideranças do movimento de mulheres manifestar-se-ão sobre as exigências.

Dando continuidade à celebração, uma passeata até a Secretaria de Estado da Saúde (SES), na Praça General Valadão, marcará a luta da classe no combate ao aedes aegpyti e, posteriormente, uma manifestação no Calçadão da João Pessoa, com a distribuição de panfletos produzidos pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB/SE) contra o assédio moral, sexual e psicológico no ambiente de trabalho, e pela União Brasileira de Mulheres (UBM) por uma participação maior do gênero na política, elevará o tema do Ato.

"Esse é o momento de nos posicionarmos. O ajuste fiscal, a terceirização e a tentativa de alteração nas regras na Previdência Social atingem diretamente as mulheres, que são a base da família. A maioria das mulheres é chefe de família e sofre com a tripla, e até a quádrupla jornada de trabalho, e nós não podemos abrir mãos dos nossos direitos", disse Érika Leite, representante da CTB/SE e da UBM na comissão organizadora.

A líder do movimento de mulheres ressaltou que, apesar da Lei Maria da Penha, o número de mulheres violentadas no Brasil é ainda muito alto.

"Em Aracaju, as mulheres ameaçadas perderam a Casa Abrigo que foi desativada pela Prefeitura, o que as deixa expostas aos atos de violência praticados por seus agressores. Nós vamos aproveitar o 8 de Maio também para reivindicar a abertura da Delegacia da Mulher nos finais de semana", salientou.

Ainda de acordo com os organizadores, integrantes da Frente Brasil Popular devem se unir às mulheres nessa manifestação para protestar contra a tentativa de golpe em curso no País.

*Com informações de Niúra Belfort (CTB)

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