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8 de Março: “Não é dia de flores, tampouco de celebração, diz presidente do Coren/SE

“Cada uma sabe a que ou a quem sobrevive. Todos os dias viramos e somos sobreviventes”.
por Redação do Portal Itnet
08/03/2016 08:57h
Atualizado em 08/03/2016 09:05h

8 de Março: “Não é dia de flores, tampouco de celebração, diz presidente do Coren/SE

Drª Claúdia Mattos é presidente do Coren/SE

Por Iane Gois

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem em Sergipe (Coren/SE), Drª Maria Cláudia Tavares de Mattos, encaminhou à imprensa texto alusivo ao 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Segundo ela, "não é dia de flores, tampouco de celebração", afinal as dificuldades do gênero dentro da sociedade ainda são perceptíveis, a exemplo das mulheres enfermeiras em Sergipe, que representam 90% da categoria no estado, e ainda assim lutam pelo por condições dignas para o exercício da profissão.

Leia nota na íntegra.

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES...

"Mude a sua vida hoje. Não deixe para arriscar no futuro, aja agora, sem atrasos". (Simone de Beauvoir, escritora, filósofa e ensaísta francesa).

"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores." (Cora Coralina)

"Você não pode escolher como vai morrer ou quando. Você só pode decidir como vai viver agora." (Joan Baez, cantora)

"Alguns fracassos são inevitáveis. É impossível viver sem fracassar em alguma coisa, a não ser que você viva tomando tanto cuidado com tudo que você simplesmente não viva".(J. K. Rowling, escritora britânica conhecida pela série Harry Potter)

"Você falha, e aí? A vida continua. É só quando você se arrisca a falhar que descobre coisas".(Lupita Nyong'o, atriz vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante).

"Você tem de cometer erros para descobrir aquilo que não é".(Anne Lamott, escritora, norte-americana).

Imagine que você tem diante de si uma infinidade de portas fechadas. Começar a ler frases/histórias de tantas mulheres desse e de outros tempos é como abrir uma dessas portas. No início, você está espiando pela frestinha aberta, procurando por algo que lhe ajude a decidir se vale a pena entrar e explorar esse espaço.Mulheres sobreviventes do tempo, dos sofrimentos, das decepções, dos egoísmos, das falsidades, da violência, da maldade humana... das dores físicas e emocionais. Sobreviventes de nós mesmos e de nossas complexidades interiores. Cada uma sabe a que ou a quem sobrevive. Todos os dias viramos e somos sobreviventes...8 de março, no entanto, é tempo de resgatar a história daquelas que, em 1857, não puderam sobreviver à repressão violenta na luta por direitos - e de tantas outras, desde sempre e todos os dias, têm o mesmo fim. Não é dia de flores, tampouco de celebração. As bandeiras operárias de outrora são as mesmas de hoje - e em muito se assemelham às da enfermagem. As mulheres da enfermagem, que orgulhosamente são 90% da categoria, em Sergipe, ainda lutam por um piso salarial, por uma jornada de trabalho digna (30 horas Já), por condições mínimas para exercer a profissão, pelo reconhecimento da jornada tripla (casa, família, profissão) que, enquanto mulheres nessa sociedade, têm que assumir.As questões de gênero no Brasil e no mundo devem sempre estar na pauta das discussões da sociedade civil e do Estado, dada a importância da defesa dos direitos e da igualdade entre os indivíduos na construção de um mundo mais justo.Assim, unamo-nos todos, mulheres e homens de boa vontade!

Dra Maria Claudia Tavares de Mattos Presidente do Coren/SE

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