Policial

Dupla é presa acusada de roubos a fazendas no agreste sergipano

Acusados estão envolvidos na tentativa frustrada de assalto a uma fazenda no povoado Alagadiço.
por Redação do Portal Itnet
11/03/2016 13:55h
Atualizado em 11/03/2016 15:07h

Policiais Civis do município de Frei Paulo prendem na tarde de quinta-feira, dia 10, mais dois integrantes do bando que vinha roubando fazendas no agreste sergipano. A dupla está envolvida na tentativa frustrada de assalto a uma fazenda no povoado Alagadiço, em Frei Paulo. 

Na madrugada da última terça-feira, dia 08, policiais e militares prenderam Claudionor Campos Alves, conhecido como "Caiu" de 35 anos. Na ocasião, ele estava em um veículo com reboque em atitude suspeita, o qual foi conduzido para a delegacia, tendo o mesmo confessado que estava no local aguardando dois comparsas que estavam dentro da fazenda praticando o roubo.

Claudionor Campos Alves

No veículo aprendido na terça-feira foram encontradas algemas e cordas para amarrem os moradores, e ficaram documentos em nome dos outros dois criminosos que fugiram com a chegada dos militares. Eles foram identificados como Eduardo dos Santos Oliveira, conhecido por Eduardo Neguinho e e José Roberto Cardoso de Oliveira, de 30 anos, proprietário do reboque licenciado 2016. 

José Roberto Cardoso

Ainda na terça-feira, os policiais civis estiveram em todos os endereços dos acusados e recuperaram na casa de Zé Roberto 23 objetos furtados da mesma fazenda no dia 13 de fevereiro deste ano, dentre eles: 04 televisões, ventiladores, batedeira, secador de cabelos, dentre outros; e na casa de Eduardo  foi apreendida a motocicleta preta utilizada para levantamentos prévios.

De acordo com a polícia, Eduardo Neguinho ao ser informado que a sua motocicleta usada no crime seria devolvida, ele compareceu na Delegacia e recebeu voz de prisão.

Eduardo dos Santos Oliveira

O modus operandi do trio

Os três vinham de Aracaju de madrugada no Fiesta branco de placa IAN-1371 com uma carrocinha, praticavam o furto ou o roubo, pois portavam um revólver 38, algemas plásticas e cordas para amarrarem as vítimas, e em seguida retornavam com todos os objetos para Aracaju. Para tanto, antes eles usavam uma motocicleta preta de placa BVW-4391 para Eduardo Neguinho fazer os levantamentos dos locais e das vítimas.

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Depois de lavrado o Auto de Prisão em flagrante de Eduardo Neguinho, ele ficou preocupado com o cerco policial na casa dele, e alegando medo de morrer em confronto, se apresentou espontaneamente com um advogado, foi ouvido e liberado, mas se recusou a entregar o revólver.

Segundo o Delegado Leógenes: "Fazendo a análise jurídica do fato, vislumbramos os requisitos ensejadores da prisão preventiva que formam nossa convicção jurídica, tendo em vista a forma como os investigados agiram, além da sua fuga logo após o crime, o que é motivo bastante para a decretação da prisão preventiva, por estar nitidamente preenchido os requisitos para assegurar a aplicação da lei penal e não prejudicar a investigação policial, além de que neste caso concreto, os crimes são praticados sempre na calada da noite ou na madrugada para prejudicar a identificação dos autores."

Zé Roberto ao saber que Eduardo esteve na Delegacia e não foi preso compareceu no final da tarde de ontem quando já tinha sido expedido os mandados de prisão, assim ele foi ouvido e ao final recebeu voz de prisão do Delegado. Segundo eles, já tinham sido feito levantamentos em outras fazendas nas cidades de Pinhão e Pedra Mole.

O Delegado explica como obteve êxito na operação. “O  sucesso se deu pelo célere funcionamento de todos os atores do sistema criminal, com a polícia militar agindo rapidamente fazendo a primeira prisão, e simultaneamente a Polícia Civil iniciou as diligências recuperando objetos e fazendo todos os levantamentos dos autores, e de posse de todas as informações requeremos ao juiz da cidade as prisões, que foram apreciadas imediatamente por ele e pelo representante do Ministério Públicos, e deferidas de pronto."

Eles vão responder, pelo furto qualificado porque foi cometido durante o repouso noturno, com destruição de obstáculos e em concurso de três pessoas, pelo porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa armada, que somados podem chegar a mais de 10 anos.

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