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Masturbação infantil: como reagir?

Incentivo pode levar à prática sexual precoce, mas a repressão pode ser motivo para posterior transtorno.
por Redação do Portal Itnet
08/04/2016 13:05h

Curiosidade pode estimular a prática sexual precocemente

O momento da criança de manipulação orgástica inconsciente é conhecido como fase fálica. Freud explica essa fase como o momento em que o ser em desenvolvimento começa a colocar a sua atividade intelectual a serviço da investigação sexual. Neste momento não podemos nos enganar. Quando citamos que esse processo é inconsciente, é onde precisamos fixar a atenção.

Muitas pessoas se orgulham em dizer: Quando vejo meu filho fazendo isto ou aquilo com as mãos dentro da calça, eu logo mando tirar; já cansei de falar com ela sobre isso, quando eu vejo, coloco de castigo; até dei uma boa surra para ver se para com isso, o que as pessoas vão pensar?

Está aí um GRANDE ERRO de muitas pessoas. Não se trata de uma questão de como criar o filho, ou como educar. Se trata claramente do desenvolvimento saudável do ser-humano. O "equilíbrio" - palavra chave na Psicanálise e na Psicologia - é fundamental em todas as fases do desenvolvimento humano, podendo ser a Oral, Anal ou Fálica. Muitos pais ainda se assustam com essa realidade acreditando que seus filhos são imorais ou pervertidos mesmo sendo tão novos. Queremos deixar claro que mesmo sendo uma manipulação orgástica, essa criança não tem ciência de seu ato com juízos de valor. Elas ainda não julgam o que é moral ou imoral.

Incentivar ou Reprimir?

Não podemos de nenhuma maneira incentivar essa descoberta prazerosa da criança. É um ato perigoso que pode levar a criança a uma vida sexual precoce e até o desenvolvimento de um Transtorno. - Devo reprimir então? - De maneira nenhuma, a repressão - do ato pode causar Inibição, falta de iniciativa, um ser-humano omisso e transtornos. Enfim, segue um exemplo do que se deve fazer:

- Em minha adolescência uma criança chamada Ellen (nome fictício) chegou em minha casa através de uma casa de adoção que estava lotada. Ela precisava de um lugar para ficar, e através de alguns amigos que tinham contato com essa casa de adoção ficou definido que ela ficaria conosco durante um curto período de tempo. O que aconteceu é que a Ellen estava vivendo de maneira intensa a fase em questão - fálica. Identificamos rapidamente o que estava acontecendo com ela e nos preparamos para atuarmos da melhor maneira possível. Lembro-me que ao passar pela porta da sala durante vários dias, enquanto ela estava distraída com os desenhos que estava vendo, manipulava a sua genitália. A maneira com que lidamos com isso foi simples e a única correta. Fizemos o seguinte:

1- Percebia o que estava acontecendo; 2- Entrava no ambiente sem reprimir; 3- Me aproximava; 4- E via o desenho junto.

Agora parece uma coisa muito boba, não é? Mas é totalmente diferente dos nossos primeiros impulsos quando não temos o conhecimento em que podemos atrapalhar de maneira brutal o desenvolvimento desse ser. Quando a criança perceber sua presença, ela automaticamente terá um leve sentimento de que deve tirar a mãozinha de onde está. E se caso ela não o fizer? Se não tirar a mão? Seja um ator - todos somos um pouco, afinal vivemos mais ou menos duzentas mentiras por dia - brinque com ela sobre alguma coisa no desenho, chame para brincar com algum brinquedo, dê alguma ideia para ela fazer em que ela pode se interessar.- Não se esqueça, todas as fases do desenvolvimento do ser-humano são de extrema importância para que se torne um adulto saudável. Se você não conhece as outras fases, fique atento, logo falaremos sobre elas.

Autor: Dr. Sergio JuniorFonte: Esflu.com

 

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