Política

Congressistas sergipanos se dividem no processo de impeachemeant de Dilma

Quatro parlamentares são contra, três favoráveis e um indeciso.
por Redação do Portal Itnet
08/04/2016 16:48h
Atualizado em 10/04/2016 16:26h

Por Aparecido Santana, redação Itnet.

Até o momento, a bancada do estado de Sergipe na Câmara Federal está dividida em relação ao pedido de impeachment apresentado contra a presidente Dilma Rousseff. Já no Senado Federal, caso a votação no plenário da Câmara se encerre pela saída de Dilma, os parlamentares sergipanos deverão votar unanimemente a favor do impedimento.

Deputados sergipanos se dividem sobre impeachment de Dilma

A votação em plenário está prevista para ocorrer no dia 17 de abril, inclusive o momento Vem Pra Rua, um dos principais grupos de oposição à presidente, marcou uma manifestação para esta data. Os organizadores pretendem instalar telões em dois caminhões de som na Avenida Paulista, de onde será transmitida a movimentação dos parlamentares.

Favoráveis O deputado Federal André Moura é o coordenador da Movimento Parlamentar Pró-Impeachment. O parlamentar sergipano é um grande aliado do Presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) no processo de afastamento da presidente. Segundo André, um possível mapeamento identificou 346 deputados que votam favorável ao impeachment, sendo que para a concretização deste impedimento são necessários 342.

Em Sergipe terão o mesmo posicionamento, os deputados Laércio Oliveira (SD), e Valadares Filho (PSB), que em uma rede social, publicou uma nota sobre a reunião da Bancada Federal do PSB com a direção nacional, em que ficou decidido por ampla maioria, a votação a favor do impeachment, sob a argumentação de uma alternativa para estancar a crise e reconquistar a confiança da Nação.

Contra

O deputado João Daniel (PT) têm sido um dos defensores da presidente Dilma, segundo ele não existe qualquer acusação, qualquer mancha de corrupção sobre a presidente. Segundo ele, estar acontecendo manifestações em todo mundo, e que se trata de uma tentativa de golpe contra a democracia no Brasil. "O mundo inteiro está denunciando o golpe que a oposição brasileira quer dar na democracia. Onde estão as contas descobertas da presidenta Dilma? Em lugar nenhum! Eles não têm nenhuma prova de crime", acrescentou.

Além do petista votarão contra o impeachment o Pastor Jony (PRB), Fábio Reis (PMDB) e Fábio Mitidieri (PSD). Este último tomou a decisão nesta quinta-feira, dia 07, e afirmou que não iria manchar sua curta biografia votando pelo afastamento da presidenta Dilma.

Indeciso

Ainda estar indeciso, o deputado Adelson Barreto (PR), mas há uma grande probabilidade de votar favorável, uma vez que em Sergipe faz parte da oposição e recentemente assumiu a direção do PR, como um nome de confiança de Edvan Amorim.

No Senado

Caso a votação no plenário da Câmara se encerre pela saída de Dilma, o processo segue para o Senado. Lá é formada uma comissão com 21 senadores para discutir a admissibilidade do processo. Se houver maioria simples na votação, Dilma é afastada do cargo. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve decidir os prazos uma vez que nem a Constituição nem a Lei do Impeachment (Lei nº 1.079 de 1050) nem o regimento do Congresso trata das datas. Se a comissão aprovar a admissibilidade, começa o prazo de 180 dias para o plenário julgar definitivamente a questão em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, atualmente o ministro Ricardo Lewandowski. São necessários 54 votos para que Dilma deixe de ser presidente.

A banca de Sergipe formada por Eduardo Amorim (PSC), Ricardo Franco (DEM) e Valadares (PSB) deverão votar unanimemente pelo impeachment.

Com informações do Correio Braziliense.

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