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Deputado diz que foi chamado de “veado” por Bolsonaro

Atitude homofóbica teria motivado a “cuspida no fascista”
por Redação do Portal Itnet
18/04/2016 11:57h
Atualizado em 18/04/2016 11:57h

Deputado diz que foi chamado “veado” por Bolsonaro

Deputado no momento da votação

Foto: Olivier

Por Iane Gois 

A votação pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) no último domingo (17) passou por momentos de tensão, um deles após o deputado Jean Wyllys anunciar o posicionamento contrário.

A transmissão ao vivo da Sessão permitiu que os expectadores vissem o momento em Jean cuspiu em Bolsonaro, rendendo manchetes jornalísticas nos mais distintos meios de comunicação do país.

Na página particular do Facebook, Wyllys justificou o ocorrido alegando ter sido vítima de comportamento homofóbico por parte do colega que intitula "fascista", não demonstrando qualquer arrependimento ou sentimento de vergonha pela reação, conforme mostra relato abaixo reproduzido do perfil do congressista.

SOBRE O CUSPE AO FASCISTA

"Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não vou me calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha".

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