Saúde e Ciência

Brasil já registrou 230 mortes por H1N1 em 2016

Somente em uma semana 77 novas mortes integraram a estatística.
por Redação do Portal Itnet
26/04/2016 07:42h
Atualizado em 26/04/2016 11:50h

Principais sintomas da doença

Imagem reproduzida das redes sociais

Por Iane Gois

O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira (25) aponta para o registro de 230 mortes por H1N1 somente nestes quatro meses de 2016. Os dados mostram ainda que de 9 a 16 de abril 77 novas mortes integraram a estatística.

Em sua totalidade no período, 1.365 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 foram diagnosticadas, e outros 20 óbitos por tipos diferentes de influenza, sendo São Paulo o estado pioneiro com 119 mortes, 51,7% do total, detectadas.Também foram registradas mortes por H1N1 em Santa Catarina (20), Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Sul (13), Goiás (11), Minas Gerais (10), Bahia (8), Pará (6), Paraná (4), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (3), Mato Grosso (3), Rio Grande do Norte (3), Ceará (3), Alagoas (2), Pernambuco (1), Paraíba (1), Amapá (1) e Espírito Santo (1).

A fim de evitar um surto semelhante ao que aconteceu em 2009, uma campanha de vacinação terá início em todo o Brasil a partir do próximo dia 30, sendo priorizados aqueles que integram o grupo de risco.

Nos grupos de risco para vacinação estão aqueles que apresentam doenças crônicas. Doenças crônicas são aquelas que normalmente apresentam desenvolvimento lento, e duram extensos períodos - mais de 6 meses - apresentando efeitos de longo prazo, difíceis de prever. São elas:

• Obesidade grau 3 • Doenças respiratórias crônicas desde a infância: fibrose cística, displasia broncopulmonar• Asmáticos (portadores de formas graves): conforme Protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia• Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): E outras doenças com insuficiência respiratória crônica. Exemplos: fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses.• Doença neuromuscular: Com comprometimento da função respiratória. Exemplo: distrofia neuromuscular• Imunodeprimidos: Pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico.• Diabetes mellitus• Doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral• Doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise• Doença hematológica: hemoglobinopatias• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki.• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca • Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica

Em Sergipe, onde três casos descobertos e assisitdos evoluíram para a cura, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, a meta é imunizar 343 mil pessoas.

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