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PF ficará à frente de caso do vídeo com ofensas a Juiz e sergipanos

Crime é considerado xenofobia e, portanto, é de competência federal, segundo delegada. Walmir Marque Junior menosprezou SE após a determinação do bloqueio por 72h do aplicativo WhatsApp.
por Redação do Portal Itnet
25/05/2016 11:11h

PF ficará à frente de caso do vídeo com ofensas a Juiz e sergipanos

Print do perfil do internauta na página do Facebook

Imagem: Reprodução

Por Iane Gois

O vídeo com conteúdo ofensivo contra os sergipanos publicado no perfil do Facebook de Walmir Marques Junior após a decisão do juiz de direito da comarca de Lagarto (SE), Marcel Maia Montalvão, em 02/05, pela suspensão provisória dos serviços do aplicativo está rendendo judicialmente.

Chamando o magistrado de pateta, questionando se Lagarto é nome para cidade e declarando que não considerava Sergipe parte do Brasil, dentre tantas outras agressões, Walmir provocou a indignação não apenas dos sergipanos, mas de representantes de órgãos e internautas.

Apesar da tentativa de reverter a situação com outra postagem, também em vídeo, pedindo desculpas pelo ocorrido, o ex-funcionário de empresa aérea não teve a retratação aceita e, inclusive, foi denunciado, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), na Delegacia de Combate e Repressão aos Crimes Cibernéticos.

De acordo com a delegada de polícia Rosana Freitas, titular do Departamento de Defraudações da Delegacia de Combate e Repressão aos Crimes Cibernéticos em Sergipe, o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias e o acusado ouvido no Rio de Janeiro, mas deverá a Polícia Federal ficar à frente do caso em virtude do enquadramento do crime de xenofobia.

"Ele será ouvido no Rio de Janeiro, pois existe um entendimento de que o crime teria sido cometido lá. Será encaminhada uma carta precatória, por meio da Polinter de Sergipe para a Polinter do Rio de Janeiro, para que ele preste depoimento. Após esse depoimento toda a documentação será encaminhada à Polícia Federal por se tratar de um crime de xenofobia. Esse crime é de competência da Polícia Federal. Nós começamos o procedimento, fizemos as oitivas, mas vamos encaminhar tudo à Federal", disse a delegada.

*Com informações de Kátia Susanna

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