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SINDIJOR de Sergipe se manifesta sobre demissões de jornalistas

"Pode até ter havido uma queda na receita, pode, mas continuam lucrando. Sem falar na já conhecida “gordura” de praxe no capitalismo", diz nota.
por Redação do Portal Itnet
17/06/2016 08:10h

Por Iane Gois

Tendo em vista as constantes demissões de jornalistas sergipanos sob a justificativa da crise financeira que o Brasil vive, o Sindicato da categoria em Sergipe, SINDIJOR/SE, emitiu nota repudiando os desligamentos, ao tempo em que se solidarizou com os profissionais.

Enfatizando a selvageria capitalista, a direção do Órgão chama a atenção para o fato de as empresas até terem perdido na receita, mas que os lucros são mantidos, defendendo que não será a exoneração de jornalistas que mudará os efeitos da "crise".

Leia a nota na íntegra.

"O Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe (SINDIJOR-SE), entidade de classe que representa os Jornalistas e o Jornalismo em Sergipe, vem a público, mais uma vez, repudiar veementemente as demissões de jornalistas de veículos sergipanos. Ao mesmo tempo, ratificamos a nossa empatia e solidariedade com cada um dos colegas de profissão que perderam seus empregos.

O SINDIJOR observa que vem mantendo contatos constantes com diretores de órgãos de comunicação com o objetivo de sensibilizá-los a não procederem com as demissões e reverem os desligamentos. Evidentemente, o SINDIJOR não tem o poder de decidir pelas empresas de comunicação. Conversamos, protestamos e provemos atos que demonstrem a insatisfação da categoria, as injustiças. Mas, infelizmente, não temos o poder de dar a palavra final. Os diretores dos veículos de comunicação alegam que os desligamentos são obrigados por conta da crise econômica. Mas, de pronto, rechaçamos este argumento vergonhoso beirando a desfaçatez.

Já é conhecida na chamada luta de classes, a tática de patrões sempre arrumarem desculpas para prejudicar trabalhadores priorizando cada vez mais os lucros financeiros, principalmente no período em que fazem as negociações para o acordo coletivo da categoria. E neste processo nanico tentam sempre sem sucesso subestimar a inteligência do SINDIJOR.

O Sindicato não nega que o país passa por uma crise não apenas econômica, mas ética, política e, sobretudo, de valores. Mas, ainda assim, o sindicato enxerga que as empresas de comunicação continuam lucrando. Pode até ter havido uma queda na receita, pode, mas continuam lucrando. Sem falar na já conhecida "gordura" de praxe no capitalismo. Nenhuma empresa mantém suas portas abertas sem lucro.

O SINDIJOR observa ainda que os empresários sergipanos pagam um dos menores pisos do país, algo que atesta na prática sem deixar margem para contra argumentação que não serão demissões de jornalistas que resolverão os seus supostos problemas financeiros. A lucidez e o bom senso mandam os empresários usarem criatividade, ao invés de apelarem para a cômoda decisão de mandar um profissional qualificado e dedicado ao ofício para o RH assinar uma rescisão - sobretudo com o mercado em baixa.

O SINDIJOR estará solicitando uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) para debater essas e outras demissões no setor da comunicação em Sergipe".

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe

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