Policial

Mãe é acusada de tentar matar filha de 3 anos para reatar relacionamento

No hospital, a menina confidenciou à avó que foi obrigada a tomar água sanitária.
por Redação do Portal Itnet
22/06/2016 11:20h

Por Iane Gois

Uma criança de apenas três anos de idade acabou sendo "objeto" para a retomada de relacionamento amoroso em Mongaguá, litoral de São Paulo, onde uma mãe está sendo acusada de tentar matar a própria filha.

Identificada como Nathália Lisboa Viana da Silva, de 20 anos, a suspeita teria cometido o delito na tentativa de reatar o relacionamento com o ex-marido, mas, de acordo com delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, Alessandra Aparecida Tiritan de Souza, a mulher buscou atendimento médico alegando que a criança havia ingerido água sanitária acidentalmente.

Após três dias do ocorrido, na quinta-feira (16), Nathália acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e disse que a filha, mais uma vez, tinha ingerido o líquido desinfetante, novamente por acidente, fato que chamo a atenção dos profissionais de saúde que, de imediato, acionaram as autoridades policiais.

Levado à DDM , o caso despertou dúvidas e na manhã de sexta-feira (17) a delegada foi à residência que serviu de cenário para incidente acompanhada de investigadores, representantes do Conselho Tutelar e da acusada, onde foi detectado que o balde em que a criança teria tido acesso ao produto estava a uma altura que impossibilitava o contato da criança.

Na tentativa de desvendar o que realmente havia acontecido, a delegada iniciou a oitiva de testemunhas, dentre as quais estava uma vizinha de Nathália, dona do aparelho celular utilizado pela jovem para manter contato com o ex-marido desde a primeira internação da filha.

"Nas mensagens, ela se passava pela vizinha a todo momento, pois o marido tinha cortado o contato com ela. A todo momento Nathália deixava a entender que mãe e filha precisavam dele [ex-marido] de volta para casa", explicou a delegada.

Ainda se passando pela vizinha, em uma mensagem de texto enviada na quinta-feira, a mãe da menina disse que a filha havia morrido e que o pai precisava fazer o reconhecimento do corpo, "provas" deletadas após o envio, mas que a polícia teve acesso por meio do genitor da menor.Atribuindo a responsabilidade à mãe, no hospital a criança disse à avó que foi obrigada a ingerir a água misturada ao desinfetante que estava em um copo.

Mantendo-se calma, de acordo com a delegada, por todo o tempo, Nathália negou a prática do crime. Detida na cadeia feminina anexa ao 2º Distrito Policial de São Vicente, ela já teve a prisão preventiva solicitada pela Polícia Civil.

Fonte: G1 em Santos

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