Educação

Itabaianense representa Parlamento Juvenil e tem sugestão acatada pelo MEC

MEC acata sugestões de membros para mudar processo de seleção.
por Redação do Portal Itnet
22/06/2016 14:33h

A estudante de jornalismo da Universidade federal de Sergipe (UFS) participou de audiência com o ministro da educação, Mendonça Filho, e ao lado de outras duas jovens do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) tiveram sugestão acatada pelo MEC.

O Ministério da Educação vai lançar um edital com o objetivo de padronizar o processo de seleção estadual de novos candidatos ao Parlamento Juvenil. Para isso, atuará junto ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), de forma a melhorar o diálogo com as secretarias estaduais. Além de padronizar o processo, o edital deverá definir temas e a forma de inscrição e de seleção que será utilizada pelas secretarias estaduais.

Marina, Camila e Anabel levaram ao ministro seu projeto que pretende dinamizar a atuação do Parlamento Juvenil do Mercosul (Foto: Mariana Leal/MEC)

A sugestão foi apresentada ao ministro pelas estudantes Anabel Pedroso, de Santa Catarina, Camila Oliveira, de Sergipe, e Marina Dias, de Pernambuco, que representam o país no Parlamento. O PJM é um projeto de protagonismo juvenil para estudantes do ensino médio e compõe as atividades relativas ao Parlasul, com a participação de jovens da Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Uruguai, além do Brasil.

Em audiência com o ministro, nesta terça-feira, 21, elas também apresentaram sugestões de melhoria do ensino médio e projeto de mobilização nacional de estudantes para a adesão ao projeto. As reivindicações foram acatadas pelo ministro.

"Vamos levá-las em consideração na preparação da seleção dos jovens parlamentares que representarão o Brasil durante o mandato de 2016 a 2018", ressaltou o ministro.

As estudantes solicitaram também que o MEC auxilie na articulação entre os 27 parlamentares que fizeram parte das edições do PJM nos anos de 2010, 2012 e 2014. O objetivo é que também esses ex-integrantes articulem a comunidade escolar e a secretaria de educação para a promoção de espaços de diálogos entre os jovens parlamentares e seus pares.

Outro ponto tratado pelas estudantes com o ministro foi a indicação de um setor dentro do MEC que acompanhe a gestão do PJM e faça a interface no diálogo com os novos parlamentares eleitos.

De Brasília, as jovens embarcaram para Montevidéu, no Uruguai, onde vão compartilhar as propostas brasileiras com os representantes de seis países que compõem o PJM. As contribuições brasileiras tratam de melhoria do ensino médio em torno de eixos temáticos do projeto, como protagonismo juvenil e funcionamento do bloco e do setor educativo do Mercosul.

Documento - O grupo reunido em Montevidéu será composto por um representante de cada edição em cada país e vai avaliar a trajetória do PJM nos últimos anos. No final do encontro será elaborado um documento único com propostas a serem apresentadas a representantes do Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de representantes de países associados ao bloco: Bolívia e da Colômbia.

A entrega da proposta ocorre na próxima sexta-feira, 24, durante a reunião de ministros da Educação do Mercosul e na Comissão de Coordenação de Ministros de Assuntos Sociais do Mercosul. A expectativa é que a proposta brasileira esteja entre aquelas que serão negociadas com os representantes desses países.

PJM - O projeto de protagonismo juvenil para estudantes do ensino médio surgiu dentro do setor educacional do Mercosul e trata como tema geral: O ensino médio que queremos. Em cada edição (2010; 2012; 2014), foram selecionados 27 estudantes brasileiros. No encontro em Montevidéu estarão presentes um representante de cada edição. O projeto prevê mandato de dois anos e está iniciando sua quarta edição (2016-2018) para exercício de voz na tomada de decisões coletivas.Os jovens do PJM concentram as reflexões que fazem sobre cinco eixos temáticos: inclusão educativa, gênero, jovens e trabalho, participação cidadã dos jovens e direitos humanos. Esses temas foram selecionados tendo em vista que se trata de direitos que são reconhecidos nos países, tanto em normativas nacionais específicas como em legislações internacionais às quais se sujeitam os estados que integram o projeto.

Por Itnet, com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC.

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