Insegurança: Morte de delegado pode ter sido encomendada

Execução aconteceu no momento em que ele retornava de um passeio com o cachorro, segundo testemunhas.
por Redação do Portal Itnet
19/07/2016 09:36h

Insegurança: Morte de delegado pode ter sido encomendada

Ademir, morto quando chegava em casa, atuava atualmente como delegado plantonista em Estância

Foto reproduzida das redes sociais

Por Iane Gois

Poucos dias após o assassinato de um cobrador de transporte coletivo em Aracaju (SE), mais um crime choca a população sergipana e aumenta as evidências da crise em segurança pública que o estado vive atualmente.

Inicialmente divulgando a redução no índice de homicídios, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SE) se vê agora na contramão dos dados, quando nos mais distintos municípios da pequena unidade federativa do Brasil a violência estoura, e com ela o reforço da impunidade.

Não bastassem tantos anônimos sendo executados, agora, além dos policiais já vítimas da truculência dos bandidos, promotores e delegados se tornam reféns, ratificando o destemor da lei e o desrespeito aos seus representantes, que passam de combatentes a combatidos.

Exemplo dessa situação foi a morte do delegado de polícia Ademir da Silva Melo Junior, de 37 anos, eliminado na noite da última segunda-feira (18) quando retornava de um passeio com o cachorro dele, no bairro Luzia, em Aracaju (SE).

Ademir, que atualmente estava lotado na Delegacia de Estância, foi surpreendido por um motoqueiro que parecia já aguardar a vítima e assim que o viu já disparou três vezes contra ele, segundo relatos de populares à polícia.

Mesmo conseguindo pedir socorro e sendo encaminhado por populares à unidade hospitalar, Ademir não resistiu aos ferimentos e, momentos após dar entrada no hospital, acabou morrendo.

De acordo com o coronel PM Paiva, Relações Públicas na corporação militar, câmeras de segurança chegaram a registrar o trânsito do suspeito na área, mas apesar da mobilização rápida da PM não se logrou êxito na captura do elemento.

Havendo quem acredite, por conta do modus operandi, se tratar de um crime encomendado, nenhuma outra linha investigativa está descartada, ficando sob a responsabilidade do delegado Jonathas Evangelista (DHPP) a elucidação do caso.

Acerca de informações que levem ao paradeiro do autor, além do contato telefônico gratuito pelo 181, o aplicativo de denúncias da SSP pode ser utilizado para auxiliar nas investigações, através do qual é possível enviar fotos, vídeos.

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