Cidade

Sociedade pede socorro e, "congelados", policiais clamam:#NomeiaTodosGovernador

Com saldo negativo, mantemos a estatística de perda dos mantenedores da ordem pública e multiplicação dos criminosos.
por Redação do Portal Itnet
28/07/2016 12:26h

Por Iane Gois

Espera de quinze anos para se tornar parte da segurança pública de Sergipe, incontáveis dias de preparação teórica, noites sem dormir, anonimato social, três meses de curso de formação de polícia "em vão" são, dentre tantas outras, características peculiares a 333 jovens policiais civis "impedidos" de atuar no combate à criminalidade no pequeno Sergipe.

Sim, impedidos, afinal mesmo com o colapso que tem se intensificado em decorrência da crescente violência, bem como do déficit já constatado de escrivães e agentes de polícia do judiciário sergipano, ainda assim não há uma medida concreta que aproxime esses homens e mulheres, mantidos na "geladeira", da nomeação que talvez seja um passo para a minimização da sensação de insegurança que não mais se restringe às vias públicas e já chega aos delegados e promotores, destemidos pelos infratores.

Alegando crise financeira, queda nos repasses, mas sem focar no planejamento orçamentário que garantiria à população educação, saúde e segurança, segmentos que jamais poderiam ser atingidos, o Estado permanece relutante ao aumento de efetivo que causaria impacto de cerca de R$ 1 milhão, segundo resultado de estudo feito pela Comissão dos aprovados, em uma folha de pagamento que atinge R$ 300 Mi.

Para os membros da Comissão, além do impasse da nomeação por parte do governador Jackson Barreto (PMDB), o constrangimento ao qual são submetidos é o ponto crucial da questão, uma vez que para conseguir falar com o gestor é preciso ir ao encontro dele em locais onde, extraoficialmente, se sabe da presença.

"Tentamos uma audiência, mas na véspera foi desmarcada sob a alegação de uma reunião com Temer para tratar de renegociação de dívida. Ficamos esperançosos, à espera de uma notícia positiva. Contudo, desde então, nenhuma novidade foi capaz de amenizar essa tensão com a qual convivemos diariamente e permanecemos nessa luta para um olhar pelos novos policiais", disse Gladston Feitosa, um dos aprovados, ressaltando que a intenção não se faz em embate, mas no reforço da busca de uma solução para um problema que é de todos.

Tida como a "melhor turma de formação de polícia da história de Sergipe", inclusive com a somação de representantes das distintas forças de segurança como instrutores, conforme escutavam diariamente durante o processo, o momento é de questionamento ante o estímulo que caiu por terra. "A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou", mas a pergunta não é "E agora, José?".

O curso terminou, a esperança não morreu, os aprovados não desistiram e, conscientes de que são calor para os dias de tempestade de violência que atingem o estado, a sociedade sergipana e os policiais civis aptos ao exercício clamam: "#NomeiaTodosGovernador".

O povo não aguenta mais a submissão à marginalidade, nem o silêncio dos que fingem nada ver ou ouvir e, mesmo sabendo o que podem fazer, tentam ganhar tempo. Enquanto pais de família são mortos, "fardas" trabalham no limite, confiando e esperando o amanhã SOMENTE em Deus, o reinado se mantém soberano.

Acordem! Policiais estão sendo mortos e inúmeros bandidos têm nascido. Se continuarmos nessa conta, permaneceremos com o saldo negativo e o pagamento sempre nas costas de quem tem a verdadeira soberania: o cidadão.

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