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Dilma recorre de impeachment e pede novo julgamento

Aliados de Temer também contestarão decisão parcial e, por meio de mandado, pedirão anulação da segunda votação a fim de tornar a ex-presidente inelegível.
por Redação do Portal Itnet
02/09/2016 07:11h

Por Iane Gois

Após perder a presidência por decisão de 61 dos 81 senadores brasileiros em votação ocorrida na última quarta-feira (31), Dilma Rousseff (PT) terá agora duas novas batalhas pela frente. A primeira pelo pedido de anulação do julgamento por parte da defesa dela, e a segunda pela solicitação da oposição para que a ex-presidente também fique inelegível.

No primeiro embate, o recurso impetrado no Supremo Tribunal Federal requer anulação do resultado do impeachment e nova votação, além do retorno imediato de Temer à condição de interino até haja decisão do recurso.

Em meio às alegações, o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, defende que a condenação foi fundamentada em artigos da Lei de Crimes de Responsabilidade que não constam na Constituição.

Em sorteio, oministro Teori Zavascki foi escolhido como relator do caso, mas ele não tem prazo determinado para manifestar deliberação.

Já na outra luta a situação é desfavorável para Rousseff, que terá contestada, por meio de mandado de segurança, a segunda votação, que manteve a habilitação mediante o afastamento definitivo da Presidência. As cúpulas de PSDB, DEM e PPS querem que o referido resultado seja anulado e assim além de perder o mandato Dilma perca também os direitos políticos por oito anos.

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