Polícia x Polícia: a ordem agora é de "guerra" interna

Militares fecham via e, clamando palavras de ordem, mostram que a ditadura não os deixou mudos.
por Redação do Portal Itnet
12/09/2016 12:56h

Polícia x Polícia: a ordem agora é de

Por Iane Gois DRT 1458/SE

O hino da Polícia Militar e o clamor por justiça com gritos de palavras por ordem tomam nesse momento a Rua de Itabaiana, em Aracaju (SE), onde militares, na frente do Quartel do Comando Geral, fecharam a via mostrando que os resquícios da ditadura que permeiam o militarismo foram capazes de calar, mas não suficientes para deixá-los mudos.

Revoltados com o episódio registrado na manhã desta segunda-feira (12), quando militares da RP foram ao Quartel entregar memorando de solicitação de uniforme e acabaram punidos, com um tendo sido preso, segundo informações do assessor jurídico da AMESE, os policiais decidiram ganhar no brado público o que há tempos se finge não escutar.

Destemidos, os guerreiros tentam retirar as algemas que impedem a manifestação pacífica pela cobrança de direitos, mas mais uma vez a ditadura é imposta e a determinação é de luta. Ao invés de estar nas ruas combatendo a criminalidade, a polícia é colocada contra os policiais com a ordem para que o Batalhão de Choque contenha quem clama por ordem, segundo informou Márlio Damasceno ao portal.

O clima de guerra se instala. Enquanto dos presídios os detentos pressionam a cúpula de segurança pública e são prontamente atendidos, em liberdade os militares são oprimidos. A quem recorrer, se mais parece haver em uma única corporação forças opostas em que uma luta pelo comum e outra pelo particular?

E por falar em luta, a indignação dos PM's se faz maior pela ausência do deputado Capitão Samuel, que sempre se coloca como padrinho da categoria, mas nesse momento histórico não atendeu às ligações, não respondeu às mensagens enviadas pelas redes sociais pelos próprios praças e não compareceu para dar o apoio moral.

Enfim, resta a esperança, único sentimento de quem vê uma vela sendo acesa para Deus e outra para o Diabo. Felizmente no PRESMIL não há vagas para tantos militares. 

Oficiais garantem que a presença do Choque no QCG nada tem a ver com a "confusão", mas se tratar de organização para uma missão planejada há dias.

Fonte e fotos: Márlio Damasceno - AMESE

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