Educação

Professores das redes municipais e da rede estadual de Sergipe fazem greve geral

Docentes paralisam as atividades por dois dias.
por Redação do Portal Itnet
20/09/2016 15:35h

Nos dias 21 e 22 de setembro professores e professoras das redes municipais e da rede estadual de Sergipe, paralisam suas atividades. Um dos principais motivos para a manifestação são os constantes atrasos de salários, que vem ocorrendo em grande parte dos municípios.

Nesta quarta, os professores vão fazer uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça.Na quinta-feira, 22, professores de todo o estado se juntarão a demais trabalhadores na Caminhada da Indignação, que sai da Praça da Bandeira e segue até o Tribunal de Justiça de Sergipe. A concentração será às 14h.

De acordo com a direção do Sintese, os professores da rede estadual de Sergipe amargam três anos sem reajuste do piso salarial (2012, 2015 e 2016). Em 2012 e 2015 apenas os professores com nível médio receberam o reajuste do piso salarial, o que alavancou a quebra da carreira do magistério.

“Nós do SINTESE temos a compreensão que pagamento de salário em dia é dentro do mês trabalhado, ou seja, os prefeitos devem pagar os salários dos professores no mais tardar no dia 30 ou 31 de cada mês. No entanto, muitos prefeitos não cumprem com isso e a cada mês pagam professores e professoras em datas diferentes chegando a 10, 20, 30 ou mais dias de atraso, gerando uma situação de angustia e insegurança entre os educadores. A situação é absurda e chocante. Em Aquidabã e Poço Verde parte dos professores ainda não recebeu o salário do mês de julho e uma média de 24 municípios não pagaram aos professores o salário de agosto. Sempre falamos e continuaremos a repetir: prefeito nenhum, por qualquer que seja o motivo, tem o direito de reter o salário de trabalhadores, pois além de desrespeito é crime”, lembra a diretora do departamento para assuntos das bases municipais do SINTESE, professora Sandra Morais.

Os professores também protestam contra as reformas nas leis trabalhistas e a maneira como os aposentados estão sendo tratados pelo Estado.

Com informações do Sintese.

Gostou? Compartilhe:

Comente Abaixo