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Disseminador da cultura, “Saracura” é o mais novo membro da Academia Sergipana de Letras

Escritor itabaianense foi eleito com 21 dos 33 votos dos acadêmicos e deverá ser empossado em 31 de outubro.
por Redação do Portal Itnet
22/09/2016 11:29h
Atualizado em 23/09/2016 09:09h

Por Iane Gois DRT 1458/SE

Um homem de origem humilde, coragem e intelectualidade, jornalista, economista, analista de sistemas, dentre tantas outras atividades que o fizeram profissional, mas, acima de tudo, um incentivador da arte literária e amante da cultura, seja ela itabaianense, sergipana ou do Brasil, Antônio Francisco de Jesus, o famoso “Saracura”, agora nos honra como membro da Academia Sergipana de Letras (ASL).

Quinto itabaianense a se tornar parte da referida instituição literária sergipana, Saracura foi eleito no último dia 19 para ser o sucessor na cadeira de número 10, anteriormente ocupada por Hunald Alencar, renomado poeta e dramaturgo falecido há quatro meses, e em 31 de outubro deverá ser empossado oficialmente.

Escolhido por 21 dos 33 acadêmicos votantes, o autor de “Os tabaréus do sítio Saracura” concorreu à vaga com a poetisa e professora universitária Jane Nascimento, que teve 12 votos, e vê na oportunidade a incumbência de ser referência àqueles que têm o sonho de se tornar escritor, mas ainda estão amarrados ao medo.

“Eu quero escrever, e quero que outras pessoas escrevam. Ocupar a cadeira 10, que só teve ilustres poetas desde o seu patrono, será um legado cultural muito nobre, e assim me sinto na obrigação de dar sequência, de, junto da nata sergipana, continuar essa missão”, disse Saracura.

Sobre a paixão pela arte “escriba”, o cronista que transforma as particularidades de sua terra natal, Itabaiana (SE), em romances, contos de raízes, em literatura, afirma ser caso antigo, exteriorizada da necessidade de criar algo que catalogasse as escrituras reunidas ao longo de anos, que poderiam, após a aposentadoria, se tornar produções ou, simplesmente, ser meros textos.

Foi assim que surgiu a primeira obra e a consequente consolidação do “tabaréu” como ilustre representante e difusor da cultura local, um fiel propagador das raízes do povo que considera heroico e invejável, relatos transcritos nos livros Meninos que Não queriam ser Padres; Tambores da Terra Vermelha; Os Ferreiros; Os Tabaréus de Saracura; e Minha Querida Aracaju Aflita, que são objetos de incessantes elogios por leitores brasileiros e do exterior.

Contudo, os aplausos à Saracura não se restringem ao talento como escritor, mas à disposição cotidianamente renovada para o que considerada “puxar um exército”. Um dos fundadores da Bienal do Livro em Itabaiana, ele não se limita aos eventos locais e, a fim de escandalizar a potencialidade de sua terra, percorre livrarias, encontros culturais fora do pequeno Sergipe e, com os livros embaixo do braço, prova ser possível romper barreiras e fazer do dom ofício, se mantendo distante da frustração da não sobrevivência pela literatura.

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