Policial

Sergipano usava Tinder para atrair, estuprar e roubar vítimas

Suspeito estava agindo há cerca de três meses, segundo a polícia. Ele confirmou a autoria de cinco ou seis crimes, mas cogita-se que haja outros casos.
por Redação do Portal Itnet
29/09/2016 11:19h
Atualizado em 29/09/2016 11:22h

Por Iane Gois DRT 1458/SE

Uma investigação da polícia civil sergipana culminou na prisão de um jovem acusado de utilizar o aplicativo de relacionamento Tinder para atrair mulheres, abusar sexualmente e depois assaltá-las.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SE), José Cleovânio Souto Santos Júnior, conhecido como “Júnior”, 21 anos, estava atuando há cerca de três meses, período em que fez muitas vítimas e para atrair as “iscas” ele teria criado um perfil falso na rede intitulado “Caixa 21”, onde, com foto falsa, se identificava como Bruno, natural de Santa Catarina, turista em Aracaju (SE) buscando sexo casual.

Segundo a polícia, o suspeito demonstrava claramente o interesse por sexo nos diálogos e usava como filtro na escolha do alvo perfis nos quais as vítimas expunham fotografias, no Tinder ou no Whatsapp, que demonstrassem o valor do aparelho celular que possuíam, tendo em vista o objetivo do estupro seguido do roubo.

Para chamar a atenção das “candidatas”, insinuando poder aquisitivo, Júnior marcava o encontro e informava que um motorista (ele mesmo) buscaria a vítima que, já dentro do veículo com vidros escuros, era surpreendida com o anúncio do assalto, ameaçada com faca e levada a um matagal nas proximidades do povoado Cabrita, zona rural de São Cristovão, onde acontecia a violência sexual. Em depoimento o suspeito revelou a autoria de cinco ou seis semelhantes, mas há a suspeita de que outras pessoas tenham caído no mesmo golpe.

Acreditando que por se tratar de um encontro às escondidas não seria denunciado, Júnior ficou na mira de investigações e, usando do modus operandi do “Caixa 21”, os investigadores simularam um perfil feminino em que a mulher também buscava sexo e a partir de então o assédio foi configurado, permitindo que, através da localização apontada pelo aplicativo, houvesse o rastreamento de dados e consequente identificação do paradeiro, culminando na prisão dele no Conjunto Albano Franco, em Aracaju.

Ante a possibilidade de existência de outras mulheres em situação similar, a polícia orienta que mediante o reconhecimento do suspeito as vítimas se apresentem na 6ª Delegacia Metropolitana, no Eduardo Gomes, ou o DAGV de Aracaju para formulação da denúncia. O 181 ou o 3257-9550 (6ª DM) podem ser acionados para revelações.

Fonte e foto: SSP-SE

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