Saúde e Ciência

Síndrome de Down: Chá verde ajuda no desenvolvimento da função cognitiva, diz estudo

Pesquisa contou com a participação de 84 pessoas e o resultado se mostrou eficaz ao londo de seis meses.
por Redação do Portal Itnet
30/09/2016 07:56h
Atualizado em 30/09/2016 08:03h

Por Iane Gois DRT 1458/SE

Decorrente de um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 a mais, a Síndrome de Dow, ou Trissomia do cromossomo 21, tem estado cada vez mais próxima, reduzindo a barreira do preconceito e indo de encontro ao que se perpetuou ao longo dos anos no sentido de interação social, de limitação de convívio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente uma em cada mil pessoas é acometida pela doença congênita. Apesar de ainda não ter sido descoberta uma cura, cientistas têm intensificado as pesquisas e um estudo feito pelo Centro de Regulação Genômica de Barcelona já dá sinais de intervenções simples, mas eficazes, capazes de proporcionar uma melhor conexão entre os neurônios e o cérebro.  

De acordo com a pesquisa, publicada na revista "The Lancet Neurology", o chá verde, sim aquele tão propagado no auxílio à perda de peso, é a esperança do momento. Ele possui um composto capaz de auxiliar as habilidades cognitivas de portadores da síndrome de Down graças à manutenção no nível de proteínas.

O resultado, consequência de um teste clínico realizado ao longo de um ano, aponta o composto epigalocatequina galato como a substância responsável pelo melhoramento no desenvolvimento da cognição, capaz de se manter eficiente ao longo de seis meses, conforme ocorreu após a fase experimental do estudo.

Conforme a neurocientista e principal autora do estudo, Mara Dierssen, “é a primeira vez que um tratamento demonstra eficácia na melhora cognitiva de pessoas com essa síndrome", porém os efeitos não devem ser interpretados como cura, mas como uma ferramenta de fomento à qualidade de vida dos portadores da síndrome.  

O Teste

84 portadores do distúrbio da Síndrome de Dawn foram divididos em dois grupos, sendo ao primeiro fornecido um tratamento de chá verde descafeinado e com 45% de epigalocatequina galato, acompanhado de uma reabilitação cognitiva semanal, e ao segundo foi administrado placebo, ao invés do componente do chá verde.  

Após três, seis e 12 meses vários testes foram feitos com os participantes e só foram notadas mudanças em integrantes do grupo em que o chá verde foi oferecido como tratamento, as quais foram sendo apresentadas ao longo do tempo. Entretanto, apesar do “salto”, especialistas entendem que a segurança e eficácia devem ser confirmadas, mas se comovem com a descoberta.  

Para "É emocionante ver como o conhecimento da neurobiologia genética da síndrome de Down está permitindo tratamentos específicos", disse David Nutt, diretor do Centro de Neuropsicofarmacologia do Imperial College de Londres.

Fonte: Bem Estar

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