Saúde Legal

Por que o Outubro Rosa é tão importante no mundo inteiro?

Campanha ajuda a prevenir o tipo de câncer mais comum entre todas as mulheres do mundo.
por Jeferson Machado
10/10/2016 09:40h
Atualizado em 12/10/2016 10:08h

A campanha Outubro Rosa vem ganhando relevância a cada ano no mundo inteiro. O movimento, popular pelas fitas e camisetas rosas, teve início no final da década de 90 nos Estados Unidos, com a proposta de fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama.

Mas por que a prevenção do câncer de mama merece uma atenção tão especial?

O câncer de mama é o mais comum nas mulheres, atingindo cerca de 25% dos casos da doença no público feminino, ou seja, a cada 4 mulheres com câncer, 1 delas estaria acometida pelo de mama. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama para o ano de 2016, contra 17.620 de cólon e reto, o segundo maior incidente nas mulheres, ou seja, uma diferença de números bastante alarmante. Confira os dados na tabela abaixo: 

Ainda de acordo com o INCA, o modo de vida nas sociedades modernas aumenta o risco da doença. E é justamente essa alta incidência e o aumento do risco que faz com que as ações do Outubro Rosa se tornem mais necessárias a cada ano.

Com que idade a mulher deve começar a ficar atenta?

O maior número de casos de câncer de mama estão na faixa entre 50 a 69 anos. Em casos mais raros, podem aparecer em outras faixas etárias. Por isso, o recomendado é que as mulheres comecem a fazer o autoexame das mamas a partir dos 21 anos de idade, sete dias do início da menstruação, quando as mamas se apresentam mais flácidas e indolores.

O objetivo do autoexame das mamas é fazer com que a mulher conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como caroços ou pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações da pele, ou qualquer outra alteração visível. Deve ser repetido pelo menos uma vez por mês, pois qualquer anormalidade ou diferença seria facilmente detectada de um mês para o outro.

Já as mulheres dos 50 aos 69 anos devem realizar a mamografia cada dois anos, exame padrão no diagnóstico da doença. Alguns médicos defendem que a mamografia deve ser iniciada aos 40 anos, ficando essa faixa etária a critério de escolha do seu médico.

30% dos casos podem ser prevenidos

O INCA afirma que 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com a adoção de hábitos mais saudáveis. E por hábitos saudáveis entende-se o básico: alimentar-se saudavelmente, realizar atividades físicas, evitar bebidas alcoólicas e cigarro e controlar o sobrepeso. Além disso, estudos apontam que as gestações e a amamentação antes dos 35 anos de idade também ajuda na prevenção do câncer de mama.

Vale atentar para alguns mitos espalhados acerca do tema: o tamanho das mamas, o uso de desodorante antitranspirante e o uso de sutiãs de qualquer tipo não aumentam o risco da doença. Outro mito também é o da hereditariedade da doença. Apenas 5 a 10% do total de casos de câncer de mama ocorrem devido à herança genética familiar. A maioria dos casos não tem causa determinada.

Cisto na mama x Câncer de Mama

Durante o autoexame é muito comum o desespero tomar conta da mulher ao detectar um nódulo ou caroço em seu seio. Porém, na maioria dos casos trata-se apenas de cistos benignos, o que indica que o problema não é grave. Nesses casos, deve-se procurar o médico ginecologista ou mastologista para que o mesmo trate o problema, que tende a desaparecer de forma fácil.

Homens também podem ter câncer de mama?

Sim. Cerca de 1% dos casos de câncer de mama são masculinos. Apesar da baixa incidência, os homens não estão livres do risco, pois também possuem células mamárias.

Assim, em caso de qualquer anormalidade sentida durante o autoexame das mamas ou até visivelmente não deixe de conversar com o seu médico. A prevenção é o único caminho para se evitar o problema.

Jeferson Machado Santos.
CRF-SE: 658.
Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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