Educação

Técnicos administrativos contestam aprovação da PEC 241

Período de paralisação será utilizado para dialogar com a comunidade acadêmica e sociedade sobre os prejuízos da Proposta.
por Iane Gois
19/10/2016 08:29h
Atualizado em 19/10/2016 13:07h
Técnicos administrativos durante assembleia. (Foto: Sintufs)
Técnicos administrativos durante assembleia. (Foto: Sintufs/reprodução)

Por Iane Gois

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o limite de gastos públicos para os próximos 20 anos, a PEC 241, em 1ª votação na Câmara dos Deputados, está gerando polêmica e as contestações já se estendem aos servidores públicos de Sergipe.

Em assembleia. na manhã da última terça-feira (18), técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) aprovaram uma mobilização em contestação à Proposta, e o indicativo de greve foi estabelecido para o dia 9 de novembro.

Entendendo que a PEC 241 “vai mudar a forma como o estado encara os desafios sociais”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), Lucas Gama, alerta para o dever de resistência para que a população não perca o direito aos serviços básicos.

“Como é uma Proposta de Emenda à Constituição, ela não vai durar por um período curto, mas 20 anos, e vai mudar a forma como o Estado encara os desafios sociais. Hoje o Estado tem capacidade de intervir e diminuir as desigualdades sociais. Com a PEC, ele terá como prioridade arrecadar recursos, em detrimento dos investimentos de saúde e educação. Em nossa visão, isso vai resultar no fim dos serviços basilares à população”, disse o sindicalista.

Durante o período de paralisação, será proposto um debate com a rede acadêmica e a sociedade para que seja fortalecida a importância da greve, não estando descartada uma parada nacional.

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