Veículos

Cera, massa fina e lixa 2000 são capazes de resolver o problema

Polimentos só devem ser feitos no máximo quatro vezes durante toda a vida útil do veículo.
por Redação do Portal Itnet
21/10/2016 07:33h

A pintura do seu carro, na verdade, é composta por 3 camadas: primer, tinta e verniz. Cada uma é superfininha: juntos, eles têm espessura equivalente à de 2 fios de cabelo. São aproximadamente 130 micras, que são 13% de 1 milímetro.

O verniz, por exemplo, tem entre 60 e 70 micras e, quando se faz um polimento, você acaba retirando por volta de 25 micras da espessura. Por isso é que um veículo poderá ser polido no máximo 4 vezes durante sua vida útil.

Oficinas de pintura e polimento bem estruturadas possuem lupas e aparelhos de medição da espessura da pintura: quando o carro está com uma camada de verniz muito fina, eles acabam rejeitando o serviço, pois a probabilidade de um resultado ruim é muito grande.


Avalie o risco
Então, como saber se um risco poderá ser removido facilmente ou não? Quando você identifica uma outra cor no fundo do risco é sinal de que a profundidade atingiu o primer, ou seja, atravessou a camada de verniz e de tinta. Neste caso, esqueça o polimento: você precisará pintar a peça.

Agora, passe a unha pelo risco e veja se ela fica "presa": este também é um sinal de que o risco é fundo e dificilmente o polimento resolverá.

Os riscos superficiais, que não ultrapassam o vernis, podem ser removidos usando cera, massa para polimento ou lixa --porém, os dois últimos, mais abrasivos, requerem muito cuidado.

Que produtos usar?
O mercado tem uma infinidade de produtos, mas vamos generalizá-los da seguinte forma, do menos abrasivo para o mais abrasivo:

1) Cera: utilizada basicamente para dar brilho à pintura, remove riscos e manchas bem superficiais, como por exemplo, aqueles provocados por unha de cachorro, rebites metálicos de calça jeans, etc.


2) Massa fina: utilizada no polimento, em casos de riscos mais profundos ou manchas ocasionadas por arvores frutíferas. Como ela já tem um poder de desbaste maior, será necessário ter alguma experiência para utilizá-la, principalmente em pinturas de tonalidade escura. O ideal é sempre polir a peça inteira, para não delimitar a região que foi trabalhada.

Este tipo de abrasivo merece algum cuidado, pois pode formar os hologramas, mais conhecidos como "marca de boina". Esses hologramas poderão surgir após algumas lavagens porque massas com óxido de alumínio são geralmente acompanhadas de algum tipo de engordurante que mascara, momentaneamente, a existência dessas imperfeições.

Não vá comprando uma politriz antes de fazer um curso de polimento: a probabilidade de você fazer um estrago é muito grande. Empresas que vendem os materiais, costumam disponibilizar esses cursos.

O especialista em pintura automotiva Rubens Tan explica que já existem massas polidoras com nanotecnologia de cerâmica, que conseguem retirar uma camada menor de verniz (apenas 15 micras). Porém, a maioria é importada e utilizada em veículos de luxo, cujos vernizes são mais modernos.

Nos carros mais antigos (feitos anos dos anos 2000), polidores que utilizam óxido de alumínio são mais condizentes.

3) Lixa 2000: deve ser manuseada preferencialmente por profissionais. Isso porque, apesar de ser utilizada com água, ela possui um alto poder de desbaste e qualquer erro poderá remover toda camada de verniz, deixando a pintura opaca e esbranquiçada, e pior, os mais distraídos poderão até remover a tinta.

Da Oficina do G1

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