Economia

Motoristas poderão pagar até 66% a mais nas multas, conforme infração

Mudanças vão desde o uso do telefone celular ao volante, à condução pirata de passageiros.
por Iane Gois
21/10/2016 08:44h
(Foto: reprodução/internet)
(Foto: reprodução/internet)

Por Iane Gois

Reajustes nos valores de multas por infração no trânsito pesarão significativamente no bolso do motorista a partir de 1º de novembro. A medida foi sancionada em maio e determina o aumento em até 66% do valor atual, a depender do tipo de contravenção.

Além do acréscimo, uma série de alterações endurecem as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a exemplo da configuração como infração gravíssima por segurar ou manusear o aparelho celular enquanto dirige, transgressão até então de grau médio.

Ressaltando que o rigor no manuseio de celular é válido inclusive durante o temo de espera no semáforo, o condutor flagrado terá perda de 7 pontos (4 no presente) na carteira de habilitação e a multa a ser paga passará R$ 85,13 para R$ 293,47.

Outra importante alteração consiste na recusa de fazer teste de bafômetro, exame clínico ou perícia para verificar presença de álcool ou drogas no corpo, bem como no flagrante em disputa de racha ou ultrapassagem forçada em estradas, por exemplo, quando o motorista será multado em R$ 2.934,70, podendo atingir 5.869,40 em caso de reincidência em tempo inferior a um ano.

A justificativa para o reajuste é o fato de desde 2000, quando o antigo indexador do valor das multas (Ufir) foi extinto, uma resolução ter fixado o valor atual em reais, não tendo havido correção desde então. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda poderá corrigir os valores das multas anualmente em conformidade com o reajuste máximo dado pela inflação (IPCA) do ano anterior.

Fique por dentro do que muda a partir de 1º de novembro.

Infração leve
- De R$ 53,20 para R$ 88,38 (aumento de 66%)
Exemplos: parar sobre a faixa de pedestres ou calçada, usar a buzina em local ou horário proibidos pela sinalização.

Infração média 
- De R$ 85,13 para R$ 130,16 (aumento de 52%)
Exemplos: transitar em horário ou local proibidos (o "rodízio" em São Paulo, por exemplo), dirigir com o braço para fora, farol ou lanterna queimados.

Infração grave 
- De R$ 127,69 para R$ 195,23 (aumento de 52%)
Exemplos: estacionar sobre faixa de pedestres ou ciclovia, não dar seta, conduzir o veículo em mau estado de conservação (pneu careca, por exemplo).

Infração gravíssima 
- De R$ 191,54 para R$ 293,47 (aumento de 53%)
Exemplos: falar ou manusear celular ao volante, estacionar em vagas reservadas para deficientes e idosos, dirigir sem carteira de habilitação, disputar racha, forçar a ultrapassagem em estradas e recusar fazer o teste do bafômetro.

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