Política

Denúncia: servidores da Seed alegam que estão sendo obrigados a trabalhar como fiscais para Edivaldo Nogueira na eleição

Determinação verbal foi feita na manhã desta quarta-feira (26), segundo fonte, quando foram coletados nomes e números de telefone dos funcionários.
por Iane Gois
26/10/2016 11:29h
Atualizado em 26/10/2016 11:43h

Por Iane Gois

 Servidores, em cargos comissionados e efetivos com algum tipo de gratificação, da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (Seed) estão revoltados com uma determinação recebida há pouco para atuação gratuita no pleito do próximo domingo (02), quando ocorre o 2º turno das eleições municipais.

De acordo com a denúncia recebida pelo portal, há cerca de um mês alguns funcionários têm feito panfletagem nas ruas a partir das 17h e hoje, segundo fonte do portal, a ordem verbal foi para que os referidos trabalhadores atuem como ficais eleitorais em favor do candidato à prefeito de Aracaju (SE) apoiado pelo governador Jackson Barreto (PMDB), Edivaldo Nogueira.

Afirmando que não houve qualquer tipo de consulta no tocante à disponibilidade e intenção do servidor em auxiliar no processo, a fonte denunciante relatou que pessoas ligadas diretamente ao gabinete do Secretário Jorge Carvalho visitaram cada sala da Seed colhendo nome completo e número de telefone dos empregados.

“Não perguntaram se queremos, nos obrigaram. Isso é um absurdo e fere o direito cidadão. Se em cargo comissionado ou não, recebendo ou não gratificação, somos pagos para trabalhar na Seed e não para fiscalizar eleição. Os nomes e telefones foram coletados e a única opção de escolha apresentada foi sobre a escola que ficaria mais próxima de onde moramos”, revelou a fonte autora da acusação em tom de revolta, completando: “vão nos ligar do Comitê para prestar maiores informações”.

Em contato com o diretor de comunicação na Seed, Elton Coelho,  a delação foi tratada como inverídica e que denota desespero. “Não existe nenhuma determinação nesse sentido, nem pode. Jamais cometeríamos um ato desse. Temos várias pessoas em cargo de comissão que não comungam do posicionamento favorável ao do governo, que certamente denunciariam caso existisse a veracidade”, garantiu Elton, classificando como “factoides políticos, desespero”, a atitude de quem repassou a informação.

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