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Consternados, parentes não esmorecem e cobrarão respostas

"Faremos da esperança uma chama permanente da luta para que a sua filhinha, ao nascer, não tenha que convier em uma sociedade marcada pela violência e que os assassinos do seu pai não fiquem impunes".
por Iane Gois
27/10/2016 07:16h
Atualizado em 27/10/2016 09:33h

Por Iane Gois

Clamando por justiça, a família do jovem jornalista e empresário Igor de Faro Franco, 31 anos, assassinado à queima roupa na noite da última terça-feira (25) na frente do estabelecimento comercial de propriedade dele, na Orla de Atalaia, em Aracaju (SE), faz apelo às autoridades em segurança pública a fim de que os autores do crime sejam identificados e responsabilizados.

Enaltecendo as peculiaridades que distinguiam o eterno “Iguinho”, como carinhosamente era chamado pelos colegas da faculdade de jornalismo, os parentes deixam claro a indignação para com a assustadora insegurança que tem se feito identidade social e, consequentemente, levado a “instituição sociedade” ao colapso cotidianamente comprovado pela vitória da criminalidade.

Em nota à imprensa, além do desejo explícito por justiça e desabafo de quem sente a dor da injustiça, da perda precoce, os familiares expressam gratidão àqueles que, solidários e consternados com a partida precoce, compartilham da angústia e oram pelo espírito do jovem empreendedor, que deixa esposa gestante de 7 meses.

Leia a nota na íntegra.

O nosso amado Igor de Faro Franco era um jovem jornalista, empreendedor criativo, um ser humano carismático, gentil e atencioso com todas as pessoas com quem se relacionava, fato que se repetiu em todos os locais onde trabalhou, no fino trato com seus clientes, na convivência com as pessoas que desfrutavam da sua amizade particular e especialmente no relacionamento amoroso, conosco, os seus familiares. É esse perfil, imagem e legado do nosso amado Igor, reconhecido por todos os seus familiares e pela sociedade sergipana, que queremos ver eternizada.

A violência cotidiana que impõe a cidadãos e cidadãs o pânico, o terror, o medo e todas as formas brutais de agressões físicas ou morais, que em muitos casos resultam na aniquilação de vidas, estão se tornando a expressão de uma sociedade que tende a sucumbir ao exercício pleno dos agentes do crime e da barbárie.

O Igor será sempre lembrado, querido e amado por sua mãe, pai, esposa, irmão, irmã, sobrinho e todos os seus familiares, pois em vida ele soube conquistar o coração de todos e todas. Faremos da esperança uma chama permanente da luta para que a sua filhinha, ao nascer, não tenha que convier em uma sociedade marcada pela violência e que os assassinos do seu pai não fiquem impunes.

Por fim, agradecemos as mensagens de solidariedade de todos e todas as pessoas que estão compartilhando conosco esse momento de profunda dor e sofrimento. 

“Quanto a mim, já fui oferecido em libação, e chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo juiz, naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor sua aparição (2Timóteo 4,6-8)”.

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