Cidade

Carlos Mendonça ocupará a 28ª cadeira da instituição cultural

Solenidade ocorrerá na Câmara de Vereadores do município serrano, às 19h.
por Iane Gois
27/10/2016 11:42h
Atualizado em 27/10/2016 12:18h
Foto: reprodução/acervo pessoal)
Foto: reprodução/acervo pessoal)

Por Iane Gois

Amante da história, incentivador da cultura, simples na forma de falar e agir, escrever e vender, “retrato” fiel de um sujeito popular, itabaianense que faz da lanchonete no calçadão da cidade serrana ponto de encontro e debate de causos e fatos, Carlos Mendonça, 52 anos, será o próximo literário a integrar a Academia Itabaianense de Letras.

Com cerca de 15 obras publicadas, o escritor decidiu, há cerca de cinco anos, período em que escreveu os trabalhos, assumir como profissão o que a observação transformou em paixão, entusiasmo nascido pela admiração do processo histórico e incentivado em meio às contestações sociais para as quais não encontrava respostas, percebidas entre um atendimento e outro na sorveteria em que era dono, e desde então trafega entre as palavras e delas faz meio de subsistência.

Segundo Carlos, foi dessa “plantação” que agora surge o fruto, a indicação para que ele assuma a cadeira de número 11 da referida instituição cultural, tendo como patrono o também itabaiananese João Canário de Oliveira (in memorian), repentista nascido no século XIX, homenagem que será celebrada com o ato de posse na sessão solene de recepção que acontecerá nesta sexta-feira (28), às 19h, na Câmara de Vereadores do município serrano.

Questionado sobre o significado do momento, Carlos revelou se tratar de uma oportunidade ímpar e que só aumenta o desejo de criar, incentivar, manifestar pensamentos, fazer arte. “É um orgulho para mim, que sou filho de Itabaiana, representar essa instituição que respira cultura, talvez a maior em termos de produtividade literária em todo o estado de Sergipe. Me sinto honrado por poder representá-la em eventos fora daqui, a exemplo de como foi em Pernambuco e Alagoas”, disse o escritor.

 Vigésimo oitavo membro a se tornar parte da Academia, Carlos tem entre seus mais distintos livros produções biográficas sobre personalidades serranas, a exemplo de Chico de Miguel (Chico de Miguel, a história de um líder); Elizeu Oliveira, o Arrojado, além das obras Itabaiana Grande, Euclides e Manoel Teles; Evolução Comercial de Itabaiana; e talvez a mais “incomum” de todas, Pade Kiba.

Sobre o incentivo da iniciativa pública, Carlos afirma ser o seu desdobramento e o auxílio dos comerciantes locais as “únicas fontes que regam a plantação”. Propagador do “saber do eu”, o escritor garante que não guarda para si o talento e que faz questão de auxiliar novos autores.

“Nós que escrevemos não devemos deixar de ser incentivadores daqueles que também querem registrar na história a estória. Não tenho concorrentes literários, tenho amigos, e cada um que se integra é soma na difusão da literatura”, esclareceu, finalizando sobre o estilo adotado: "os meus escritos são práticos, distantes da teoria. Eu escrevo o que o povo quer ler”.

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