Saúde Legal

Por que o novembro azul é tão importante?

A cada 8 minutos é detectado um novo caso de câncer de próstata.
por Jeferson Machado
02/11/2016 07:49h
Atualizado em 02/11/2016 07:51h

Durante o mês de outubro aconteceu a campanha Outubro Rosa, que explicamos aqui os porquês de se ter um mês inteiro especial dedicado a ele. Agora, chegou a vez do Novembro Azul, e iremos detalhar a importância do maior movimento mundial pela saúde do homem.

Como surgiu e por que o bigode?
No mundo afora essa campanha é chamada de Movember (a junção das palavras Moustache + November, em inglês), que traduzindo significam bigode e novembro, respectivamente. Tudo começou em 1999, quando um grupo de australianos resolveu deixar o bigode crescer durante todo o mês como apoio à conscientização da saúde masculina e arrecadação de fundos para doação às instituições de caridade. A escolha do mês de novembro se deu por conta do dia 17/11, o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. A cada ano, o movimento foi ganhando força e adeptos, inclusive mulheres que utilizavam bigodes falsos para espalhar a conscientização da importância do cuidado a saúde masculina, sendo oficializado pela Austrália em 2004.

No Brasil, o movimento recebe o nome de Novembro Azul e foi trazido em 2012 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia, com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque.

Doenças do Homem – Fases da Vida
O Novembro Azul deixou de ser o Brasil apenas um movimento na luta contra o câncer de próstata e passou a trabalhar na conscientização da saúde integral do homem.

Através da página oficial do movimento, é possível saber mais sobre as doenças mais significativas e que merecem nossa atenção. Lá são abordados os principais problemas da saúde masculina desde a infância, passando pela adolescência, vida adulta e terceira idade.

Acesse o site: www.ladoaladopelavida.org.br e confira todas as doenças

Câncer de Próstata
Apesar da lista enorme de doenças citadas na campanha, focaremos a que deu início a tudo, o câncer de próstata. Esse é o segundo tipo de câncer mais mortal entre os homens e atinge um a cada seis indivíduos do sexo masculino. A cada 8 minutos um novo caso de câncer de próstata é diagnosticado no mundo, e a cada 40 minutos ocorre uma morte por sua causa.

A doença no início não apresenta nenhum sintoma, e a única forma de identificá-la no início é através da consulta médica, com o exame de toque e exames de sangue, com caráter apenas complementar, sendo o de toque o mais importante e preciso.

As chances de cura são enormes quando descoberto no início da doença. Porém, devido ao preconceito e resistência por parte dos homens de cuidar de sua saúde, a maioria só descobre quando a doença já se encontra em um estágio muito avançado e grave. Por isso a alta incidência e número de óbitos.

Os sintomas nos casos mais avançados são vontades urgentes e repentinas de urinar, dificuldade para urinar, diminuição no jato de urina, aumento da frequência urinária, dores corporais e ósseas, insuficiência renal e fortes dores.

O ideal é que o homem comece a frequentar o urologista a partir dos 50 anos. Caso tenha algum histórico de câncer de próstata na família, essa idade é reduzida para os 45 anos. Mas isso não o impede de que vá ao médico realizar o seu check-up anualmente antes dessa idade recomendada. Isso é crucial para manter a saúde em dias e evitar possíveis problemas.

Prevenindo o câncer de próstata
A prevenção é a mesma recomendada para os outros tipos de câncer e uma qualidade de vida e não há muito segredo: dieta saudável, atividade física, controle do peso, não fumar e controle no consumo de álcool.

Mas, o principal é se ater aos cuidados com o organismo e, independentemente da idade, estar em dia com as consultas médicas, com uma frequência de no mínimo uma vez ao ano.

Leia também:
Por que o Outubro Rosa é tão importante no mundo inteiro?

 Jeferson Machado Santos.
CRF-SE: 658.
Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

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