Saúde e Ciência

Além da zika, chikungunya e dengue, Aedes pode estar propagando o vírus Mayaro

Se confirmada, possibilidade é preocupante no Brasil em virtude da presença forte do mosquito em todo o território.
por Iane Gois
07/11/2016 09:45h
Atualizado em 07/11/2016 09:51h
Aedes aegyti pode ser o mais novo transmissor da febre do Mayaro
Aedes aegyti pode ser o mais novo transmissor da febre do Mayaro.

Por Iane Gois

Identificado pela primeira vez em 1954 e habitante das regiões silvestres aos redores da região Amazônica, o Mayaro, vírus que parece estar se alastrando pelo continente, está chamando a atenção de cientistas, que asseguram estar havendo uma luta por adaptação por parte desses microrganismos como forma de manutenção da espécie e, consequentemente, um possível novo problema sanitário caso as suposições sejam comprovadas.

De acordo com os pesquisadores, apesar de não ser um vírus novo, a apreensão do momento se faz na adaptação dos agentes infecciosos, vez que até então apenas mosquitos silvestres eram capazes de transmitir a febre do Mayaro, mas o caso de um menino de 8 anos no Haiti com sintomas da doença apontou para a possibilidade de vetores urbanos, principalmente o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, estarem espalhando a doença.

Ainda segundo os estudiosos, mediante a confirmação da possibilidade acima há razões significantes para a intensificação de medidas de proteção, dada a presença intensa do mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya em todo o território brasileiro, principalmente levando-se consideração se tratar de uma área com calor e chuvas, o que possibilita ainda mais a proliferação.

Casos da febre do Mayaro foram confirmados no país entre dezembro de 2014 e junho de 2015, quando 197 casos incidências ocorreram nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. Já em 2016, até quando o Datasus possui atualização dos dados, 66 casos foram registrados no estado de Goiás.

Sem vacina nem tratamento particular, apenas o alívio dos sintomas é terapia, os sinais, semelhantes aos da dengue e chikungunya, vão desde manchas avermelhadas pelo corpo ao inchaço nas articulações por período mais prolongado, sendo os exames laboratoriais específicos única forma para o correto diagnóstico.

 

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