Policial

Violência: mais um empresário sergipano é morto à queima roupa

Familiares asseguram que não foi roubo. "Eles vieram dispostos a matar", desabafou parente à imprensa.
por Iane Gois
08/11/2016 08:12h
Atualizado em 08/11/2016 08:31h
Paulo Minelly, 42 anos, foi morto na última segunda (foto> reprodução/redes sociais).
Paulo Minelly, 42 anos, foi morto na última segunda (foto: reprodução/redes sociais).

Por Iane Gois

A realidade em Sergipe quando o assunto é a insegurança mostra o que os números do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram, levando o menor estado da federação ao primeiro lugar do podium da violência, que cresce desenfreadamente e faz de cidadãos de bem vítimas fatais.

Retrato dessa selvageria urbana são os homicídios contra pais de família, trabalhadores, representantes da lei que tiveram a vida ceifada em minutos na justificativa de que “era só para roubar”, ou simplesmente que, por “motivo desconhecido”, entram para a lista do ranking de 2016, como aconteceu na última segunda-feira (07), quando o proprietário de um restaurante na Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju, foi executado.

Informações preliminares dão conta de que o empreendedor saía do seu estabelecimento e foi surpreendido por uma dupla que, de posse de arma de fogo, desferiu disparos que levaram ao óbito do cidadão, identificado como Paulo Roberto de Oliveira Fontes, 42 anos, conhecido como Paulo Minelly.

Segundo familiares, nenhum pertence de Paulo foi subtraído pelos elementos, o que leva à consideração de não ter sido roubo e sim uma execução articulada. “Ele era muito reservado, as vezes tinha seus momentos de fúria, e outros de calma. Era da personalidade dele. Nós não sabemos de fato o que aconteceu, mas não foi roubo. Eles vieram dispostos a matar”, desabafou um parente em entrevista à imprensa.

Similarmente, no sentido de perder a vida, aconteceu com o delegado de polícia Ademir Melo, assassinado em julho na zona sul de Aracaju, com o comerciante itabaianense Arnaldo Baterias, morto no mesmo mês na cidade serrana, com o jornalista e empresário Igor de Faro, eliminado à queima roupa em 25 de outubro no bairro Atalaia, também na capital, e com tantos outros que tiveram o ciclo vital interrompido, pagando pela fragilidade das leis, pela impunidade, pelo sucateamento da instituição polícia, pelo descaso dos poderes para com o que deveria ser prioridade de governo, pelo desrespeito, enfim, para com a sociedade.

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