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Apelo: idoso, em Itabaiana, procura familiares que não vê há 15 anos

Arquimedes vive no ‘Abrigo Nossas Vidas em Suas Mãos’ e não possui nenhum documento. Portador de transtorno mental, ele sonha reencontrar a família do Rio de Janeiro.
por Iane Gois
11/11/2016 10:44h
Atualizado em 11/11/2016 10:56h

Por Iane Gois

Reencontrar a família tem sido um sonho distante para o senhor Arquimedes Santos da Silva, de aproximadamente 65 anos de idade, que está há cerca de 15 anos em Itabaiana (SE) e, sem documentos e quaisquer subsídios que possam auxiliar no resgate familiar, vê os dias e noites passarem de dentro de um abrigo, na companhia de “desconhecidos” que se tornaram únicos parentes.

De acordo com José Eduardo dos Santos, amigo que o idoso ganhou através da convivência, mesmo diante da assistência garantida ao longo do período em que está no Abrigo Nossas Vidas em Suas Mãos, Arquimedes alimenta o desejo do retorno ao convívio com a família e inclusive já fugiu três vezes da casa de acolhimento.

“Queria muito contribuir para essa felicidade. Ele tem a vontade de rever os parentes, mas sem informações certas fica complicado sair em busca do que é totalmente incerto”, disse Eduardo.

Ainda de acordo com Eduardo, os únicos elementos que se tem acerca da vida do idoso é que, segundo ele afirma, é natural do Rio de Janeiro, filho biológico de Vardino da Silva e Celina da Silva, tem uma irmã que identifica como Neinha, mas fora criado pelos padrinhos Agemiro e Adinéia, pais de Antonio Carlos, que é aposentado da Marinha do Brasil, todos do estado fluminense.

“Ele fala os nomes das pessoas, tem sotaque carioca, fala, lucidamente, sobre lugares no Rio de Janeiro, o que leva a crer que existe realmente fundamentação nas afirmações”, atesta Eduardo justificando o interesse no auxílio pelo reencontro.

 Em contato com Fábio de Jesus, diretor do abrigo, a informação foi de que Arquimedes chegara à unidade de amparo após uma senhora tê-lo visto passar três dias consecutivos na frente da residência dela, em meados de 2002, e acionar o jovem cristão solidário à causa dos esquecidos.

“Fui chamado por uma senhora que relatou a presença dele na frente da casa e desde aquela época ele está conosco. Chegou após pegar carona com caminhoneiro e apenas usando uma farda de cor laranja, a qual afirmava ser de uma empresa de Salvador onde ele trabalhava, mas sem documentação. Diante da necessidade do acolhimento, o levei para o abrigo e até hoje ele está conosco”, explicou Fabinho, como é conhecido na cidade.

Ainda sobre um dos filhos que a causa social o deu, Fábio assegura se tratar de uma pessoa com transtorno mental, portadora de esquizofrenia e que mediante o auxílio recebido voltou a falar, interagir socialmente e ter uma vida normal.

Sobre as fugas, o diretor revelou que somente após dez anos morando no abrigo se deu a primeira escapatória. “Na primeira vez ele passou 15 dias desaparecido e foi encontrado na Praia de Jatobá, e após cerca de dois anos voltou a fugir, nos deixando quase um ano sem notícias”, contou Fábio. A última escapada foi há cerca de uma semana, quando Arquimedes pulou o muro, mas logo foi achado.

Assim, para auxiliar a reaproximação de Arquimedes com familiares, possíveis informações que levem ao paradeiro dos pais biológicos, de criação, irmãos ou possíveis parentes podem ser repassadas através do (79) 99972. 8343 (falar com Eduardo) ou do (79) 99925-5323 (Fábio de Jesus).

 

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