Cidade

“Reajuste de 40% é mentira”, diz presidente da Câmara

Proposta que tramita no legislativo culminará no aumento de 17% no valor do subsídio, valor a ser pago somente mediante existência de receita.
por Iane Gois
14/11/2016 10:34h
Atualizado em 14/11/2016 11:30h

Por Iane Gois

A notícia da tramitação de projeto de lei para o reajuste salarial dos vereadores de Macambira (SE) em cerca de 40% gerou polêmica na última quinta-feira (10), quando a informação foi propagada nos mais renomados veículos de comunicação do estado de Sergipe.

De acordo com o prefeito Ricardo Souza, a proposta parlamentar foi encaminhada ao Executivo, mas em virtude da falta de recursos para firmação do compromisso um outro projeto vetando o aumento foi levado ao legislativo para votação, interrompida, segundo ele, por conta de tumulto decorrente da presença de centenas de pessoas dentro e fora da Câmara.

Contudo, em conversa com o presidente da referida Câmara, Lucival Batista, mais conhecido como Gordo de Inês, fora comprovado documentalmente que não há previsão de alteração no percentual citado, sendo esclarecido que o que irá para votação é a propositura do subsídio, valor pago somente mediante a existência de receita.

“O que precisamos deixar claro é que a forma como a informação foi levada à imprensa não condiz com a postura dos vereadores macambirenses. Votaremos o subsídio para o período de 2017-2020 no valor de R$ 5.064,45, mas isso não quer dizer que será esse o salário do vereador, porque a lei é clara e só se paga o subsídio mediante a condição financeira. Prova disso é que o valor aprovado para 2012-2016 foi de R$ 4.200 e hoje nós recebemos R$ 3.100”, justificou o gestor.

Levando-se em consideração os números expressos nos documentos, o percentual de acréscimo não ultrapassará a média de 17%, comparando-se, como deve ser, os valores dos subsídios, realidade que contraria os dados repassados pelo prefeito, que afirmou o interesse dos parlamentares para que os vencimentos passassem de R$ 2800 para R$ 6 mil.

“Isso foi apenas uma jogada política, mas a verdade é outra.  Hoje nós, vereadores, temos um salário de R$ 3.100 (bruto), montante que após os descontos cai para menos do que o que foi exposto”, explicou Gordo de Inês, que concluiu: “mas para forçar uma situação que não existe, contabilizaram o valor do subsídio que irá para votação e diminuíram pelo nosso líquido atual, que aí sim geraria um percentual superior a 40%. Uma mentira, portanto”.

Ainda sobre a exposição equivocada, o presidente do legislativo disse que não apenas os números foram utilizados de forma indevida. “Fotos do momento em que se aguardava a votação do crédito suplementar, motivo real da aglomeração na Casa, foram utilizadas para propagar a discórdia popular no âmbito da aprovação. Mais uma mentira. Não há qualquer contestação por parte da comunidade e inclusive eu convido para que os munícipes se façam presentes às próximas sessões para que comprovem que tudo está sendo feito de forma transparente, clareza essa que é marca da nossa gestão”, falou Gordo.

Questionado sobre a votação do veto do Executivo, o vereador disse que não votou na ocasião por entender que  no momento o crédito suplementar era de maior urgência, e assegurou que até o próximo dia 21 será colocado em pauta e que os pares farão a análise particular.

“Garanto a realização de todo o processo na mais perfeita legalidade, mas entendo como democrático o direito do administrador em tentar vetar o reajuste. Porém, o que não posso aceitar é que esse veto seja utilizado como forma de manchar a imagem dos vereadores que, ao longo desses quatro anos, lutaram e cumpriram fielmente o seu papel de representar a comunidade macambirense”, finalizou o presidente.

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