Economia

Atingidos pela seca, 19 municípios sergipanos estão em situação de emergência

Produção agrícola e pecuária já refletem as perdas.
por Iane Gois
17/11/2016 10:48h
Atualizado em 17/11/2016 10:51h

A estiagem no sertão sergipano, uma das piores já registradas nos últimos anos, tem causado prejuízos significantes e, de acordo com a Defesa Civil, 19 municípios do estado se encontram em situação de emergência.

 Produtores agrícolas, pecuários e a economia das regiões que contemplam o alto sertão já sentem os reflexos diretos da seca, que além de influenciar diretamente na produção também afeta os animais quando se trata da alimentação.

 Preparados para o tradicional período sem chuva, comum entre os meses de outubro e maio, os produtores foram surpreendidos esse ano com a ausência da pluviosidade em época precoce no sertão sergipano e região vizinha, segundo o coronel Gilfran Mateus, da Defesa Civil de Sergipe.

 “Já deixamos de ter chuvas meses antes do previsto, o que já foi prejudicial para a cultura de alguns alimentos. Com isso, o alimento animal fica prejudicado, a produção leiteira é menor, o pequeno agricultor sofre as piores consequências e a economia do sertão também fica prejudicada”, disse o coronel.

Prevista pala Federação da Agricultura de Sergipe, a crise decorrente da seca foi calculada em cerca de R$ 500 mi apenas já previa com os prejuízos no plantio do milho. Já a Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe, (Aease) apontou que 50% da safra do feijão foi perdida por conta da ausência da chuva, o que justifica o aumento no preço da saca e, consequentemente, repassado diretamente para o consumidor final.

 Segundo o órgão, Canindé do São Francisco, Porto da Folha, Poço Redondo, Poço Verde, Nossa Senhora da Glória, Frei Paulo, Gararu, Nossa Senhora Aparecida, Carira, Cedro de São João, Ribeirópolis, Pinhão, Macambira, Propriá, Telha, Gracho Cardoso, Itabi, São Domingos e Capela já têm a anormalidade reconhecida pelo poder público.

*Com informações de ícaro Novaes e Verlane Estácio

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