Cidade

Itabaiana (SE): 100 homicídios em 326 dias. Quatro em apenas em 72 horas

10º Anuário de Segurança Pública apontou a cidade como a mais violenta do interior sergipano.
por Iane Gois
21/11/2016 08:39h
Atualizado em 21/11/2016 22:29h
Vítimas assassinadas entre quinta e sábado na cidade serrana (Fotos: reprodução/redes sociais)
Vítimas assassinadas entre quinta e sábado na cidade serrana (Fotos: reprodução/redes sociais)

Por Iane Gois

Os dias passam e as incidências confirmam o que as estatísticas do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram: o município de Itabaiana como o mais violento do interior do estado de Sergipe.

Até o momento os cidadãos serranos já contabilizam 100 mortes violentas nestes 326 dias do ano, número que já ultrapassou o total de 2015, quando 89 homicídios foram contabilizados.

A 100ª morte ocorreu na sábado (19) e teve como vítima Jefferson Meneses da Silva, de 21 anos de idade, vulgo Fobinha, assassinado no povoado Zanguê, que teve a vida ceifada por disparos de arma de fogo efetuados contra a cabeça dele.

O mês de novembro não terminou e seis assassinatos já entraram para a relação de execuções, sendo que as últimas quatro aconteceram em um intervalo de 72h, quando foram mortos com emprego de arma de fogo Marcos Antônio Mendonça Oliveira, conhecido por Ditinho de 29 anos; Evandro de Souza Oliveira, de 16 anos, conhecido por Vandinho; Frank Júnior Santos de Jesus, de 17 anos; e Jefferson.

Pela contabilização dos órgãos de segurança pública sergipanos os dados diferem em cerca de 10 no quantitativo total, vez que a alegação é embasada no fato de mortes decorrentes de confronto policial não entrarem para a lista. Outra ponderação das autoridades policiais se faz na afirmativa de que cerca de 95% dos mortos possuíam algum tipo de envolvimento no mundo do crime.

Independentemente do acréscimo ou redução da dezena de vidas, ante a violência exacerbada é indiferente  ser o atual índice 100 ou 90. A realidade é que a situação está insustentável e se for mantida a média mensal de crimes semelhantes fecharemos o ano com cerca de 108 assassinatos. O questionamento agora é: se com 89 recebemos o troféu de sangue, o que esperar em 2017 quando forem avaliadas as informações referentes a 2016?

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