Saúde e Ciência

ZIKA: bebês nascidos normais podem apresentar microcefalia a partir do 5º mês, aponta estudo

Especialistas sugerem que ginecologistas realizem tomografias cerebrais nos fetos expostos ao vírus.
por Iane Gois
23/11/2016 07:53h
Imagens de ressônancia do cérebro de duas crianças avaliadas no estudo dos CDC (Foto: CDC/Divulgação)
Imagens de ressonância do cérebro de duas crianças avaliadas no estudo dos CDC
                                                               (Foto: CDC/Divulgação)

Por Iane Gois

A relação do aumento de casos de microcefalia ante a exposição dos fetos ao vírus zika ainda é ponto de estudo e uma divulgação de trabalho feito por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) atenta para uma nova descoberta: bebês infectados pelo vírus nascem aparentemente saudáveis, mas podem desenvolver a microcefalia posteriormente.

De acordo com o estudo, que descreve 13 casos nos estados de Pernambuco e Ceará de bebês cujas mães tiveram zika durante a gravidez, é a partir do 5º mês de idade, no mínimo, que a criança passa pelo processo de desaceleração no crescimento da cabeça.

Segundo os cientistas, nas 13 incidências registradas 11 indicaram a microcefalia tardia, sendo observado que o aumento anormalmente lento da cabeça foi acompanhado por sérias complicações neurológicas. Sete dos 13 bebês apresentaram epilepsia e "todos tinham problemas de motricidade similares aos de uma paralisia cerebral", acrescentou o estudo.

Por conta da observação somente até o primeiro ano de vida, possíveis deficiências cognitivas não puderam ser avaliadas, uma vez que os recém-nascidos eram pequenos demais. Contudo, a ressalva se faz para o fato de que "uma microcefalia pode não ser evidente no nascimento, mas se desenvolver mais tarde com anormalidades cerebrais subjacentes", conforme afirmam os cientistas.

Apesar da descoberta, ainda não se sabe precisar a incidência com que a microcefalia pode ser desenvolvida posteriormente ao nascimento, imprecisão que leva os pesquisadores a sugerir que ginecologistas realizem tomografias cerebrais nos fetos expostos ao zika, e que façam acompanhamento médico do seu desenvolvimento nos meses posteriores ao nascimento.

Acerca dos números de confirmações para a microcefalia pós nascimento, 11 dos 13 casos observados, os dados mostram que nem todos os bebês nascidos após terem sido expostos ao zika desenvolveram o problema.

Fonte: Bem Estar

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