Cidade

Alunos ocupam escola em Pinhão e têm apoio de professores contra a PEC 55

A proposta de Reforma do Ensino Médio e as precárias condições na infraestrutura da escola também integram as reivindicações.
por Iane Gois
30/11/2016 10:17h
Atualizado em 30/11/2016 10:48h

Por Iane Gois DRT 1458/SE

Desde as primeiras horas da manhã da última segunda-feira (28) estudantes e professores do Colégio Estadual Prefeito Eduardo Marques de Oliveira, no município sergipano de Pinhão, optaram pela paralisação das atividades correspondentes ao ano letivo e ocuparam a unidade educacional.

Assim como em outras escolas do estado, os alunos estão mobilizados contra a Proposta de Emenda à Constituição de nº 55, PEC 55, que limita os gatos públicos para os próximos 20 anos, bem como à Reforma do Ensino Médio.

De acordo com Carlos Daniel Santos, de 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio e um dos organizadores do movimento, cerca de 100 dos 400 estudantes que integram o corpo discente do colégio participam do protesto e, apoiados por professores, estendem a movimentação à reivindicação por melhorias na infraestrutura da unidade, vez que, segundo ele, há anos o prédio não passa por reforma. “Telhados e paredes estão em situação deficientes, a rede de elétrica está exposta”, afirmou.

Entendendo que há transtornos, mas considerados ínfimos mediante as consequências das PEC ao longo das duas décadas, os professores, representados por Jarbas Mendonça, reconhecem e apoiam a luta dos estudantes por acreditarem que não se trata de uma causa voltada especificamente à educação, mas que atingirá a sociedade como um todo.

“A gente entende que esses projetos ferem os direitos dos cidadãos. Eles estão aqui em luta para que seja assegurado o direito coletivo e por isso apoiamos. Haverá sim um prejuízo em relação ao término das aulas, mas que acarretará somente na expansão do calendário letivo para cumprimento da carga horária”, destacou o professor Jarbas.

Ressaltando a realização de assembleias e de atividades voltadas ao esclarecimento dos projetos, o educador chamou a atenção para a necessidade de a sociedade olhar sem julgamento a ocupação.

“Diante de tantas distorções que tem sido feitas em relação aos movimentos que acontecem em todo o país, eu faço um apelo para que a comunidade, social e acadêmica, não criminalize o movimento, mas busque entender realmente o que significa, de fato, a PEC e a Reforma do Ensino Médio e a partir daí analise as consequências não só no âmbito educacional, mas no previdenciário, na saúde, dentre outros”, sugeriu Jarbas.

Acerca da previsão para desocupação, a informação é de que será aguardada a segunda votação no Senado, prevista para acontecer em 13 de dezembro, e somente mediante o resultado é que serão tomadas decisões.

 

 

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