Educação

Enem 2016 poderá ser totalmente cancelado

Procurador da República pedirá a anulação mediante relatório da PF comprovando a fraude no vazamento das provas.
por Iane Gois
02/12/2016 11:42h
Atualizado em 02/12/2016 11:47h

Por Iane Gois

A indicativa por parte da Polícia Federal, em laudo enviado ao Ministério Público, de que houve fraude na edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 confirma que quadrilha teve acesso antecipado às provas e, de acordo com o procurador da República Oscar Costa Filho, “isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”.

 Oscar é autor de ação civil requerendo a suspensão do exame por “quebra da igualdade da aplicação”, justificativa pela aplicação da prova em períodos distintos, fato que, na avaliação do MPF, invalida a isonomia do teste, e um dia após a prova o procurador solicitou o cancelamento da avaliação de redação por suspeita de vazamento do tema. Já com o relatório da PF atestando a fraude, classificada como estelionato qualificado, Oscar pedirá que todas as provas sejam anuladas.

 De acordo com o Ministro da Educação, Mendonça Filho, o vazamento foi um fato independente e os candidatos não serão prejudicados. "O Enem está preservado. [O vazamento] É um fato isolado e nós não vamos de forma alguma prejudicar milhões de brasileiros com relação a um fato que foi tentado em termos de fraude e uma ação isolada e identificada pela Polícia Federal, numa ação articulada inclusive com o próprio Ministério da Educação".

 Se acatado pelo MPF, na visão do ministro, o pedido do procurador poderá incitar uma crise de credibilidade, vez que defende a ação rápida da PF na identificação dos suspeitos e a consequente lisura da etapa realizada em novembro.

 "Infelizmente, esse procurador toma essa medida todo ano, mas não há razão para suspender ou cancelar o exame. A credibilidade do Enem não está comprometida, de jeito nenhum", reforçou Mendonça Filho.

Durante este fim de semana mais de 191 mil candidatos que não puderam prestar o Exame em novembro, por conta das ocupações em protesto à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, serão submetidos às avaliações que precedem o ingresso na Universidade. 

Gostou? Compartilhe:

Comente Abaixo