Política

Política: Definição da coordenação da bancada de Sergipe no Congresso: é séria ou patacoada?

Por Jozailto Lima
por Redação do Portal Itnet
09/02/2017 10:46h
Atualizado em 09/02/2017 11:30h

Por Jozailto Lima.

Afinal, o deputado federal Laércio Oliveira, SD, foi escolhido ou não o novo coordenador da bancada de Sergipe no Congresso ontem? Sim, o senador Valadares, PSB, perdeu agora ou vai esperar até setembro para repassar a coordenação?
Desde a semana passada que esta coluna anunciou o projeto de Jackson Barreto de tomar de Valadares a coordenação da bancada. O nome escolhido para materializar isso era o do mesmo Laércio.

“Eu quero decidir isso logo agora no começo de fevereiro e assumir ainda neste mês para que quando março chegar eu já tenha o domínio pleno de tudo na coordenação da bancada”, disse Laércio aqui, no sábado.
Ontem, a maioria da bancada de Sergipe, com apoio da senadora Maria do Carmo, se reuniu e elegeu a Laércio, finalmente, coordenador. O senador Valadares passou o dia, antes e depois, dizendo que a eleição não valeria.

Argumento um: o mandato dele vai até setembro. Argumento dois: o regimento interno da Comissão do Orçamento, a quem a Coordenação está subordinada, exige que a mudança só se faz com dois terços do Senado – dois dos três senadores – e três quatros dos oito federais, o que exigiria seis dos oito votos.

Depois da eleição, a turma governista sumiu. Sobretudo Laércio. Ficou inacessível. Mas a assessoria dele se encarregou de distribuir informe dizendo que “o deputado Jony Marcos indicou o nome do deputado Laércio que foi aprovado por unanimidade pela senadora Maria do Carmo, os deputados federais Laércio Oliveira, João Daniel, Fábio Mitidieri e Fábio Reis, que estavam presentes”.

Pelo que se vê, não atingiu os três quartos da Câmara e nem a um terço do Senado. Valadares disse que consultou a Comissão do Orçamento e, pelos informes que recebeu, esses percentuais não garantem a mudança. O que lhe leva a dizer que a escolha seu deu por “um processo inválido”.

Valadares classificou isso de “mais uma patacoada” de JB que “expõe ao ridículo parte da bancada de Sergipe na Câmara”. “JB acha que pode driblar a Comissão de Orçamento ao escolher um novo coordenador fora das normas”, disse nas mídias sociais.

“Eu não pedi para ser coordenador. Mas uma vez colocado lá, ninguém vai me fazer de marionete”, disse a esta coluna.

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