Política

Oposição se reúne para decidir como ficará a chapa de Governo

Por Jozailto Lima
por Redação do Portal Itnet
21/02/2017 11:05h
Atualizado em 21/02/2017 12:43h

Por Jozailto Lima

Nunca um ano de véspera de eleição chamou tanto para si as tratativas do ano de eleição quanto este 2017. A qualquer pessoa um pouco mais desavisada, fica patente a sensação de que será no próximo 1º de outubro o dia da próxima eleição. Errado. Será no domingo, dia 7, mas de um ano e sete dias depois.

As brigas entre o governador Jackson Barreto e os senadores Antônio Carlos Valadares e Eduardo Amorim e o pré-lançamento do nome de Belivaldo Chagas como futuro candidato governista contribuem com essa, digamos assim, precocidade de visão. É bom? É ruim? Não dá pra julgar. Dá apenas para detectar a profunda antecedência.

E ontem pela manhã, num hotel da Atalaia, essa antecedência ganhou um capítulo novo a mais. Em torno da sucessão de 2018, se reuniram os senadores Antônio Carlos Valadares e Eduardo Amorim, o suplente de senador Ricardo Franco, o deputado federal Valadares Filho e quatro – Georgeo Passos, Luciano Pimentel, Venâncio Fonseca e Pastor Antônio dos Santos – dos apenas seis deputados estaduais que sobraram na composição da oposição na Alese.

Foto: Mário Souza

Claro que não fizeram ali uma distribuição dos três nomes que comporão uma chapa majoritária de 2018 – governador, vice-governador e senador. Não é a hora. Mas foi posto à mesa, como uma forma de dizer que a oposição está viva, o cardápio de nomes de onde, na hora certa, pinçarão os três.

Claro que entram na lista os senadores Amorim e Valadares e mais os nomes de Ricardo Franco e de André Moura – este último não se fez presente e, ao lado de Adelson Barreto, se constituiu numa ausência robusta. Ele estava em compromisso no DF e Adelson, num outro inadiável em Aracaju.

A coisa é séria. A antecedência ganhou até cronograma. Primeiro, eles acham que o afunilamento da chapa só deve se dar no segundo semestre, com lançamento pra valer lá no comecinho de 2018. Mas, antes disso, deixaram decidido fazer uma reunião mensal. A próxima já será na segunda-feira, depois do carnaval.

“Podem vir até mais nomes do que esses listados. O que nós queremos é mostrar nosso planejamento aos sergipanos. O Governo imagina que a oposição está desarmada. Não está”, diz o senador Eduardo Amorim.

Uma das estratégias é a de montar grupos de estudos para chegar no segundo semestre de 2018 com toda a problemática do Estado devidamente na palma da mão e apresentar suas soluções com maior grau de maturidade.

Eles definiram que, em nome do grupo oposicionista, manterão a série de visitas a instituições importantes da vida de Sergipe, como a que fizeram ao Tribunal de Contas do Estado há duas semanas. Já definiram que os próximos passos os levarão ao Ministério Público Federal – tratarão da FHS -, ao Conal, a OAB e outras que tais.

Bem, se puderam trazer 2018 para 2017 de uma maneira leve, cordial e produtiva – democraticamente produtiva e sem ofender as pessoas, os ritos e os prazos – a sociedade agradecerá. E Sergipe até que está necessitando um pouco disso.

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