Política

Valadares afirma que vai disputar o Senado em 2018

Por Jozailto Lima
por Redação do Portal Itnet
22/02/2017 11:42h
Atualizado em 22/02/2017 11:44h

Na reunião que os oposicionistas de Sergipe fizeram na manhã de segunda-feira para definir estratégias da sucessão estadual de 2018, houve uma postura do senador Antônio Carlos Valadares, PSB, muito reveladora do futuro desse grupo, que é a que passa pela opção eleitoral dele no pleito.

Com seus megafones do tuite e do zap em mãos, Valadares tem berrado tanto e com tanta profundidade aos quatro cantos de Sergipe que confunde a muita gente: afinal, quais as pretensões desse político no ano que vem? No campo das respostas e dos chutes, não são poucos os que dizem que ele quer ser, 32 anos depois, governador do Estado de novo e novamente.

Isso, em tese, deixaria nervosos Belivaldo Chagas, seu antigo afeto elevado a desafeto, e Eduardo Amorim, seu antigo mais ou menos, hoje aliado, e ambos pretendentes a desposar o Governo de Sergipe na sucessão de Jackson Barreto.

Pois na segunda-feira, Valadares teria dito, em alto e bom som, que seu projeto será o de tentar a quarta eleição de senador e coroar sua vida pública com este quantitativo de mandatos nunca e nem jamais obtido por qualquer sergipano.

Esta coluna Aparte, que não esteve na reunião da segunda-feira, quis reforçar isso e procurou o senador Valadares ontem, em Brasília, por telefone. Ele foi direto, na lata: “Meu plano A, B e C é disputar o Senado. Digo isso até para tranquilizar os que estão sonhando com o Governo do Estado”, afirmou Valadares.

Esta afirmação tem um significado forte, diante do fato de que o nome dele, mesmo com toda a visão de coronel que os oponentes querem lhe impingir, hoje reverbera bem tanto para o Governo quanto para o Senado.

“Se um pobretão como eu, sem nada no bolso ou nas mãos, passado dos 70 anos, é tão lembrado pela população, ah, aí tem alguma coisa especial”, diz o senador, em tom gabola. Ele é de 6 de abril de 1943 – fará 74 em menos de dois meses.

Valadares é e sempre foi um político terrível. Incapturável em suas operações. Não é um patrimonialista – está há 52 anos nisso e parece ter as mãos limpas. Mas do terrível: se ele quer ver o Sul, todos devem reparar que os olhos dele estão voltados para o Norte.

Mas quando revela seu plano de Senado e diz que quer “tranquilizar os que estão sonhando com o Governo do Estado”, parece quer olhar reto para o sonho tão acalentado de Eduardo Amorim em ser governador.

Valadares acha que a organização do agrupamento de oposição no qual ele está inserido vai indo bem. Ele soube por Valadares Filho, três dias antes do encontro de segunda-feira, que o suplente de senador sem partido Ricardo Franco iria à reunião.

Não teve outra atitude: pegou o telefone, ligou pra Ricardo, fez cafuné, renovou o convite e lá estava estavam juntos e abraçados três dias depois, na segunda. Pouco mais de duas semanas antes, ele e Ricardo andaram trocando sopapos e pernadas verbais aqui no JLPolítica por causa de opiniões divergentes de ambos.

“Nomes, nós temos demais no grupo para compor as quatro vagas da chapa majoritárias. É só adotarmos a linha da cordialidade, deixar de lado o individualismo”, diz. Quando Valadares delimita que o “plano A, B e C é disputar o Senado”, pode até parecer uma ação individualista, como também se assemelhar a um abre-alas para uma grande composição.

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