Política

Jackson Barreto: Não importa em quem cause ciúmes, eu vou conversar com André Moura

Por Jozailto Lima
por Redação do Portal Itnet
15/03/2017 10:52h
Atualizado em 15/03/2017 15:08h

Por Jozailto Lima

Ontem às 17 horas o governador Jackson Barreto chegou a Brasília para audiência de hoje com o deputado André Moura, líder do Governo Temer no Congresso Nacional. Na pauta, o aprofundamento das possibilidades de se ter, enfim, um desenlace para o projeto do Canal de Xingó, obra de fundamental importância para o sertão e o semiárido de Sergipe – e, por extensão, para o Estado inteiro.

No Brasil, e possivelmente no mundo inteiro, as coisas de Estado não acontecem sem a ação dos homens de Estado. Em uma síntese simbólica, o Estado é o homem, embora deva ser o homem no plural. E hoje, JB e André representam as esferas do Estado sergipano e do Estado Nacional. Pouco importa que o encontro dos dois cause espanto, dado o grau de pouca cordialidade que irrigou as relações deles dois num passado recente.

Mas é necessário que aconteça. Ambos, JB e André, parecem norteados a botar uma tampa forte sobre o que disseram um contra o outro recentemente. Estão dispostos a tapar os narizes e a partir para ver o que podem auferir de proveito em nome do Estado. E, admita-se: construir o Canal de Xingó, distribuir água, matar a sede e a fome de pessoas e bichos e gerar riqueza para meio Sergipe, vale qualquer armistício. Qualquer cessar fogo.

Nesta hora, JB e André estão sendo observadoS por 2,3 milhões de pessoas que compõem todo do povo sergipano. Eles precisam, como homens de Estado que são, corresponder às expectativas.

E as expectativas dos sergipanos são as de que se faça o bem ao Estado – no que deve ser compreendido pelo entorno de Jackson que não gosta de André, e no de André, que não gosta de Jackson.

É claro que não vai ser desta conversa de hoje que os dois sairão de Brasília com um Canal de Xingó sob o sovaco e que dirão a esses tantos milhares de sergipanos “tomem, eis aqui o canal de vocês. Usem, captem água, plantem, colham e fiquem menos pobres do que somos”. Mas é preciso começar a conversar em torno das possibilidades positivas para Sergipe. Dar os primeiros passos, posto que o clichê nos diz que toda caminhada começa neles.

Não estão errados os diversos observadores que veem nos últimos três ou quatro anos Sergipe com a sua classe política marcadamente dividida, fraturada, egocêntrica e alheia aos reais interesses coletivos. A quem essa prática fratricida interessa? Seguramente, a ninguém.

Ontem, ao pisar no solo de Brasília e ser recebido por Heleno Silva, do Escritório de Representação de Sergipe, o governador de Jackson Barreto conversou com esta coluna Aparte e parecia determinado a alterar o curso das coisas.

“Não importa em quem cause ciúmes, eu vou conversar com André Moura em respeito ao que ele representa no Congresso Nacional e em respeito aos que exigem de mim diálogo em nome do bem-estar do Estado e do povo de Sergipe”, disse JB.

E completou: “Eu não posso é ser acusado amanhã de que as cosias não aconteceram por capricho, orgulho ou qualquer outro sentimento que não está dentro da linha de quem representa um Estado e muito deve fazer por ele e pelos seus habitantes”. Que hoje haja um bom recomeço.

jlpolitica.com.br/

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